Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

Acertos de Bolsonaro que a imprensa não divulga mas o povo percebe

Registro de empresas passa a ser automático nas juntas comerciais, o governo vasculha abusos nos benefícios de anistiados e cancela anúncio de 17 milhões de reais

O presidente Jair Messias Bolsonaro: medidas para beneficiar o país e povo precisam ser realçadas | Foto: Reprodução

Previdência da Previdência beneficia pobres

Ana Maria é enfermeira. Levanta-se às 4h30 e começa seu trabalho, em um laboratório de análises clínicas, às 6h. Como ganha R$ 1.800,00 por mês, é isenta de imposto de renda. Recolhe, porém, impostos quando compra alimentos, roupas dos filhos ou o material escolar destes, além de descontar o INSS de seu salário. O marido, motorista de uma construtora, ganha R$ 2.300,00 e recolhe imposto de renda, além dos impostos de suas compras, das contas de energia, água e telefone, IPTU e outros.

Ana Maria não sabe que uma colega sua, aposentada, recebe algo como um salário mínimo, enquanto uma aposentada do serviço público, uma enfermeira, digamos, do setor de saúde do Congresso Nacional ou do Ministério Público, que se sacrificou muito menos que ela para chegar à inatividade, recebe quatro ou cinco vezes mais. Como não sabe que os impostos que ela e o marido recolhem, numa perversa transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos, financiam essa disparidade de aposentadorias. Não sabe também que o estado das contas previdenciárias é de exaustão e já está levando à exaustão os demais setores da administração pública (no ano passado, os gastos com Saúde Pública foram dez vezes menores do que aqueles com a Previdência).

Se soubesse, e seria bom que fosse esclarecida, estaria bradando para que fosse logo votada a tal Reforma da Previdência. E estaria torcendo para que as categorias mais privilegiadas, e que têm maior poder de lobby, não consigam dobrar os congressistas. O Chile fez sua reforma previdenciária na década de 1980, em plena ditadura militar (lá, sim, houve ditadura). Finda esta, sucederam-se regimes de esquerda que não alteraram as regras da previdência, como não alteraram a Constituição da era Pinochet. O Chile fez seus ajustes há tempos e tem uma esquerda com inteligência, que resolveu não mudar, apenas por birra ideológica, o que estava dando certo. Resultado: os chilenos têm a melhor economia e a mais elevada qualidade de vida da América Latina. O Brasil tem em desemprego quase uma população do Chile.

Dilma Rousseff e Lula da Silva: despreparo contribuiu para reduzir o crescimento da economia | Foto: Reprodução

Quem se lembra do despreparo de Lula?

Os colunistas da “Folha de S. Paulo”, de “O Globo”, do UOL, do “Estadão” (até), enfim, da grande imprensa, não poupam ao presidente Jair Messias Bolsonaro o menor deslize. Esquecem-se de que qualquer início é um aprendizado e que o país foi devastado pelas administrações de esquerda, de FHC para cá.

Se falam em despreparo de Bolsonaro, por que não falaram de Lula da Silva, que, mais que despreparado, é ignorante? E de Dilma Rousseff, que, a deduzir de suas falas desconexas e seus raciocínios incompletos, tem meio cérebro, se tanto? O presidente Bolsonaro é a pessoa mais vigiada, mais patrulhada, mais visada e criticada deste país. Tenha paciência!

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, moralizando a questão da farra dos anistiados | Foto Divulgação

Bolsa ditadura

A prodigalidade patrocinada pelos partidos de esquerda (PSDB, PT, PSOL, PC do B e outros) com dinheiro do trabalhador brasileiro chega na fronteira do absurdo. Um dos exemplos está nas indenizações a “perseguidos pela ditadura”.

Não se sabe exatamente quanto do dinheiro público foi dissipado nessas indenizações, sem critério, pela chamada Comissão de Anistia, ao abrigo da lei 10559/2002 (a lei veio da medida provisória 65/2002, de Fernando Henrique Cardoso). Fala-se em quase 15 bilhões de reais, entregues a cerca de 40.000 (!) “premiados” pela Comissão.

Mas não se sabe exatamente quantos são os “anistiados”, embora a revista “IstoÉ” de fevereiro deste ano tenha feito bela reportagem sobre o assunto. A revista descobriu que cerca de 240 mil (!) processos de pagamento foram deferidos pela “Comissão”, até 2018. E que outros estão na fila. Por outro lado, a reportagem aponta indenizações acima de 2 milhões de reais mais uma parcela mensal vitalícia, para alguns privilegiados.

O motivo para pedir uma indenização — e obtê-la — seria dos mais absurdos em muitos casos. Simplesmente ter participado de uma greve, durante o regime militar, por exemplo.

A ministra Damares Alves prometeu fazer cessar a “farra” e fazer uma revisão naquelas “indenizações”. Que o faça, puna os abusadores e malandros e peça de volta o dinheiro público gatunado.

Lembrando: os atingidos pelos atos terroristas praticados por muitos dos “anistiados” não receberam indenizações. Estas sempre foram privilégio das esquerdas. A ministra Damares Alves está ainda promovendo, desde março deste ano, alterações na Comissão de Anistia, encarregada do exame dos pedidos de “indenização”. Está passando de 20 para 27 o número de seus membros, e convidando pessoas sérias para a composição, inclusive vários militares, o que provocou a ira da procuradora-militante Déborah Duprat, já bastante conhecida por suas posições extremadas à esquerda.

Um dos seus alvos foi o procurador Ailton Benedito, do MPF goiano, indicado por Damares Alves para a Comissão. Quem conviveu com o procurador Ailton sabe de sua seriedade, isenção e espírito público. Quem conhece Déborah Duprat sabe que a contrariedade dela com essa nomeação mostra que a ministra Damares Alves fez a escolha certa.

Adélio Bispo: é preciso esclarecer quem paga a defesa do homem que tentou matar o presidente da República | Foto: Divulgação

Quem paga o advogado do esfaqueador Bolsonaro?

Enquanto a grande imprensa e a esquerdalha esgoelam pelo completo esclarecimento do assassinato de Mariele Francisco (que se autointitulava Marielle Franco), há um silêncio quanto ao quase assassinato do presidente Jair Bolsonaro. Por que Luis Fernando Verissimo, Eliane Cantanhêde, Reinaldo Azevedo, Kennedy Alencar, Janio de Freitas, Josias de Souza, Mauro Santayana e muitos outros não cobram a resposta de uma simples pergunta, que, se respondida, seria grandemente esclarecedora, e daria notícia nacional: quem paga os caros advogados do quase assassino do presidente, o psolista Adélio Bispo?

Universidades e educação básica

Ao falar no corte de verbas universitárias e advertir para a baderna nas faculdades e a ideologia nos cursos de ciências humanas, o governo está mandando alguns recados: 1) Sem Reforma da Previdência não há dinheiro, e cortes serão inevitáveis; 2) Professores, alunos e administradores da área de ensino têm que acordar: o ensino brasileiro baixou a um nível inaceitável, como mostra a classificação das universidades nacionais no ranking mundial; 3) Professores que não ensinam e alunos profissionais que não estudam vão ter que procurar o que fazer. Não vão mais viver à custa do dinheiro público; e 4) Educação básica é prioridade. Louvável.

Bolsonaro desburocratiza e quem percebe?

Desde que o presidente João Baptista Figueiredo criou o Ministério da Desburocratização, em 1979 (extinto inexplicavelmente em 1986), nenhuma medida havia sido tomada em benefício do brasileiro comum, que enfrenta a pior e mais cara máquina burocrática do planeta. Uma medida anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada merece foguetes, mas foi quase ignorada pela má vontade da grande mídia: a Medida Provisória 876/2019 vem em socorro dos pequenos e médios empresários e elimina vários entraves burocráticos, colocando o pequeno empreendedor a salvo — em parte — da arrogância e da preguiça de muitos dos servidores públicos.

Pela chamada de MP da Liberdade Econômica, o registro de empresas individuais ou sociedades limitadas passa a ser automático nas juntas comerciais (famosas por infernizarem a vida de quem produz, por suas exigências minuciosas e até descabidas), perante as quais advogados e contadores das empresas passam a ter fé pública; elimina a autenticação de documentos; promove o registro em prazo curto, também nas juntas comerciais de alterações contratuais, atas e documentos afins. Além disso, estabelece que horários de funcionamento da empresa e formação de preços dizem respeito apenas ao empreendedor, que fica livre das interferências indevidas do Estado em seu trabalho.  Parabéns ao governo federal.

Propaganda do Banco do Brasil

No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro, após assistir pela TV uma propaganda institucional do Banco do Brasil, colheu algumas informações e ligou para o presidente da instituilçao, Rubem Novais. Pediu a retirada da propaganda e a demissão do diretor de Marketing do BB, Delano Valentim.

Foi o bastante para que a imprensa de esquerda o acusasse de interferência indevida na instituição, além de censura, e até insinuasse homofobia, pois no dizer da “Folha de S. Paulo”, tratava-se de “uma campanha dirigida ao público jovem, com atores que representavam a diversidade racial e sexual … e uma das personagens é transsexual”.

Como sempre, para que os leitores fiquem bem informados, os motivos da ação presidencial foram outros: a propaganda, com 30 segundos de duração, é de um mau gosto extraordinário, o apelo à abertura de contas no BB quase não existe e, o que é mais importante, causou a indignação de Bolsonaro: custou quase 17 milhões de reais, valor  quarenta vezes o que deveria ter custado.

Assim, se se acusa o presidente de algo, é de zelar pelo dinheiro público, coisa esquecida nestes últimos 30 anos. Parabéns mais uma vez, presidente.

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Pedro

Essa matéria é tão ruim quanto esse governo!

Adalberto Queiroz

Excelente artigo, caro Irapuan.

Carlos Eduardo de Carvalho

Sem dúvida que os ataques partem da imprensa despreparada e que só se preocupa em fazer copy and paste. Aos incomodados, Venezuela lhes aguarda de braços abertos. A farra acabou!

Gilberto Wiest Dos Anjos

Que Deus o ilumine e abençoe. Parabéns Sr presidente