O jogador Vinícius Júnior, da seleção brasileira masculina de futebol, participou de uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 7, em Doha, no Catar. Durante a ocasião, ele foi surpreendido com a presença de um gato em cima da mesa onde ele conversaria com jornalistas. Um assessor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), então, fez carinho no animal e o pegou pelo cangote para retirá-lo do local.

Apesar de as mães felinas segurarem os filhotes assim, a professora Kellen de Sousa Oliveira, da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás (UFG), esclareceu ao Jornal Opção que esse método usado por humanos divide opiniões de especialistas. Por conta disso, ela afirmou que o Conselho Nacional de Medicina Veterinária (CNMV) deve publicar uma nota oficial nesta sexta-feira, 9, para se manifestar sobre o assunto.

No entanto, ela adiantou que “ficou ruim” a forma com que o assessor da CBF mudou o animal de local. “Ele jogou o gato. A tendência é que de qualquer altura ele caia em pé. O homem poderia ter deixado o gato. Ele não esperava a presença do gato e acabou havendo uma comoção geral naquele momento. Acho que a entrevista daria mais ibope se o Vini estivesse acariciado o felino e deixado o gato a vontade. São essas duas vertentes que estamos analisando, mas a CNMV vai soltar uma nota oficial para se posicionar”, diz.

Ela pontuou que a melhor maneira de pegar o gato naquela ocasião seria colocar uma mão no tórax do animal e a outra ser usada como suporte para as patas traseiras. O próprio braço da pessoa pode servir como um suporte para todo o tronco do gato. “Aparentemente, o animal é domesticado e não havia necessidade daquela atitude”.

Questionada se houve maltrato ao animal, a professora pontuou que essa questão será esclarecida na nota. “Foi uma atitude única. Vimos que não era um local alto. Ele não deu chutes no animal. É difícil falar que ele maltratou o animal. É difícil pontuar nesse momento. Estamos analisando e divulgaremos o posicionamento do Conselho amanhã”, concluiu.