Na última quinta-feira, 19, o vendedor Diogo Silva levou as suas duas cachorras para realizar procedimento de castração na Unidade de Pronto Atendimento Veterinário (UPAVet), localizada no setor Balneário Meia Ponte, em Goiânia. Ao Jornal Opção, Diogo disse que um de seus animais morreu durante a cirurgia e que ambas teriam sofrido maus tratados e deixados em uma caixa sem ventilação.

“Acredito que houve negligência e maus tratos por parte do pessoal da UPA. Elas ficaram mais de 5 horas para serem operadas, sem água e nesse calor terrível. Os médicos tentaram operar uma delas, que acabou morrendo e nem sequer operaram a outra cachorra”, disse Diogo. Nas redes sociais, outros tutores denunciam falta de atendimento na UPAVet.

A UPAVet atende animais da população de baixa renda, e foi inaugurada em 2020. O centro cirúrgico começou a funcionar em março deste ano, funciona de segunda a sexta-feira, e as senhas são entregues por ordem de chegada.

Fatalidade

A vereadora Lucíula do Recanto (PSD) disse ao Jornal Opção, que estava na UPA na data em questão e alega que não houve negligência ou erro médico. “Não houve nenhum tipo de maus tratos. Eu fui a primeira a verificar esta situação, conversei com o dono da cachorrinha, os médicos veterinários também conversaram com ele e infelizmente o que houve foi uma fatalidade”, afirmou a vereadora.

Lucíula disse ainda que a cachorra que veio a falecer teve um reação alérgica à anestesia, motivada por algum problema de saúde prévio, e por isso a equipe médica optou por não operar a irmã dela, temendo o mesmo problema.

“A cachorrinha teve uma reação alérgica à anestesia, passou mal durante a cirurgia e acabou falecendo. Por isso, os médicos resolveram não operar a irmã dela, com medo de uma nova reação alérgica. Entendo a tristeza do dono, mas aqui é um hospital onde, infelizmente, mortes acontecem”, explicou a vereadora.

Casos de mortes por anestesia são raros

O Conselho Regional de Medicina Veterinária afirma que riscos ou complicações de uma anestesia são raros. Com instrumental, técnicas, conhecimentos e medicamentos modernos, o anestesista reduz ao máximo o risco de acidente anestésico.

De acordo com estudos recentes, risco de morte por anestesia é de 14 em 10 mil cães em um período de duas semanas, para procedimentos de sedação/anestesia realizados por qualquer motivo, e 10 mortes a cada 10 mil pacientes dentro de 48 horas.

Para cirurgias de castração, esse risco foi muito menor, com uma morte relacionada à sedação e/ou anestesia a cada 10 mil procedimentos de castração. Não foi observada associação entre a idade dos animais no momento da castração e o risco de morte. Cães no mundo todo são geralmente submetidos à sedação geral para uma série de intervenções, desde castração de rotina a procedimentos odontológicos e cirurgias invasivas

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