Uma denúncia exclusiva recebida pelo Jornal Opção aponta para um impasse envolvendo a reforma da ponte da BR-364, em Jataí. A obra, iniciada após diversos acidentes registrados no local, tinha previsão de conclusão para junho deste ano, conforme projeto aprovado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Entretanto, com a entrada da concessionária Way, que assumirá trechos da BR-364 a partir de 2 de abril, o contrato com a empresa que faz a obra atualmente estaria sendo cancelado.

Pedaços do caminhão que caiu ano passado | Foto: Divulgação

A medida pode atrasar a entrega da obra em até um ano e meio, segundo uma fonte ouvida pelo Jornal Opção, que preferiu não ser identificada. Caso haja disputa judicial, o prazo seria ainda maior. Uma vez que o contrato antigo será cancelado e um novo será feito. Nesse sentido, o interlocutor acredita que pode demorar mais um ano e seis meses.

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Atualmente, a pista da ponte está interditada e o tráfego de caminhões e veículos foi desviado para uma pista paralela, o que tem provocado congestionamentos e transtornos dentro da cidade. Apenas uma das pistas duplicadas segue em funcionamento, aumentando a insegurança para motoristas e moradores.

Dois documentos judiciais reforçam a exigência de fiscalização contínua. Em despacho de 10 de março de 2025, a Procuradoria Federal Especializada junto ao DNIT determinou a apresentação de parecer detalhado sobre o estado da ponte e a realização de vistorias mensais. O contrato citado é o nº 12.208/2024, firmado com a empresa Matera Engenharia Ltda. Já em decisão de 5 de março de 2025, foi estabelecida a obrigação de relatórios periódicos, inicialmente semanais, depois alterados para mensais.

Esses registros mostram que o Ministério Público Federal (MPF) exigiu acompanhamento constante da obra, mas não teria sido informado sobre o possível distrato e paralisação, o que pode configurar descumprimento judicial.

A concessionária Way, que recentemente dobrou o valor dos pedágios na BR-153, em praças como Piracanjuba e Itumbiara, sem realizar obras imediatas, agora gera apreensão ao assumir também a BR-364. Associações locais e moradores estão em alerta diante da possibilidade de prolongar os transtornos.

Foto: Divulgação

A questão central levantada pela fonte é a motivação da não conclusão. “Por que não concluir a obra já em andamento, com prazo próximo de finalização, antes de transferir a responsabilidade para a concessionária (e a obra demorar ainda mais)?”, questiona. “Enquanto isso, motoristas e moradores seguem enfrentando congestionamentos e insegurança, aguardando uma solução que pode demorar muito mais do que o previsto”, finaliza.


Foto: Divulgação

O Jornal Opção entrou em contato com a Concessionária Way, mas não recebeu retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

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