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Rota do petróleo em risco: Irã aprova bloqueio do Estreito de Ormuz em meio a escalada com os EUA

O Parlamento do Irã aprovou neste domingo, 22, o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. A medida é uma resposta aos bombardeios ordenados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas e ainda precisa da aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, para entrar em vigor.

Localizado entre Omã e o Irã, o Estreito é a principal via marítima para navios petroleiros no mundo. Seu fechamento representaria um duro golpe na logística global de energia e já provocou alta expressiva nos preços do petróleo.

Desde o início das ofensivas, na última sexta-feira, 13, o preço do barril tipo Brent subiu 13,5%, passando de US$ 69,36 para US$ 78,74. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 10,9%, de US$ 66,64 para US$ 73,88. No primeiro dia de conflito, o salto intradiário chegou a 8%, um dos maiores desde 2022, quando a guerra na Ucrânia afetou o mercado energético.

Segundo analistas do JPMorgan, um fechamento fechado do estreito ou retaliações por parte de grandes produtores da região podem levar o preço do barril para a faixa de US$ 120 a US$ 130.

A 5ª Frota da Marinha dos EUA, baseada no Bahrein, é responsável pela segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Após a escalada das tensões com o Irã, as embarcações comerciais foram orientadas para redobrar a cautela na região.

Esta não é a primeira vez que o Irã ameaça bloquear o estreitar. Em 2019, o país fez ameaças semelhantes após o então presidente Donald Trump retirar os EUA do acordo nuclear. Agora, Trump volta ao centro do conflito, ao ordenar os ataques recentes contra instalações nucleares iranianas, mesmo em meio à tentativa de negociar um novo acordo.

Irã x Israel

Três áreas de Israel, incluindo a região costeira central de Tel Aviv, foram atingidas por ondas de ataques com mísseis iranianos na manhã deste domingo (horário local). Segundo os serviços de resgate e a polícia israelense, ao menos 23 pessoas ficaram feridas, duas em estado moderado e as demais com ferimentos leves.

Vários edifícios residenciais foram gravemente danificados em Ramat Aviv, bairro de Tel Aviv, onde buracos foram abertos nas fachadas dos prédios. O prefeito da cidade, Ron Huldai, esteve no local e relatou a intensidade dos impactos. “As casas aqui foram atingidas com muita, muita força”, afirmou. De acordo com ele, uma das edificações danificadas estava desocupada por estar marcada para demolição. “Aqueles que estavam no abrigo estão bem e em segurança”, completou.

A polícia informou ainda que outros mísseis atingiram Haifa, no Norte do país, e Ness Ziona, ao Sul de Tel Aviv. Em Haifa, uma praça pública em uma área residencial foi coberta por escombros. Lojas e casas ao redor também sofreram danos significativos, segundo imagens divulgadas pela agência AFP.

O chefe do serviço de resgate Magen David Adom, Eli Bin, confirmou os números de feridos e disse que as equipes de emergência foram mobilizadas para diferentes pontos do país.

De acordo com o Exército de Israel, duas ondas de mísseis foram lançadas por volta das 7h30 (1h30 em Brasília). As sirenes de alerta soaram em várias regiões, e os sistemas de defesa aérea foram acionados, provocando fortes explosões ouvidas em cidades como Tel Aviv e Jerusalém.

Fragmentos das armas foram localizados também na área do porto de Haifa, segundo a polícia. Equipes de resgate e segurança seguem atuando nas áreas atingidas.

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