Cultura

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Cidade de Colinas do Sul sedia 71ª edição da Caçada da Rainha

Festividade, realizada há mais de meio século no município, tem apoio do Governo de Goiás e começa nesta sexta-feira com programação religiosa e cultural

Cultura
Lei Paulo Gustavo: Quase 100 municípios goianos ainda não se inscreveram para receber os recursos

O prazo para a inscrição encerra no próximo dia 11, e municípios recebem orientação de outras cidades para garantir os recursos.

Cidade de Goiás recebe festival com músicas brasileiras e internacionais

"Encontros de Música e Fé" será realizado na Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Secult realiza programação especial de férias na Gibiteca Jorge Braga

Atividades serão gratuítas e ocorrerão durante o mês de julho

Escritora Patrícia Galvão, a Pagu, é a homenageada da Flip 2023

Festa Literária de Paraty será entre os dias 22 e 26 de novembro

Curta goiano cria mundo fantástico a partir de imagens de microscópio geradas na UFG

Curta-metragem, que será lançado na sexta, 30, une arte e ciência para atingir público da primeira infância

Pedro Wilson defende política de Lula na cultura e confirma presença em festa tradicional de Monte Alegre

Superitendende do IPHAN em Goiás aceitou convite para participar dos festejos de Nossa Senhora do Rosário no nordeste goiano

“Minha obra é feita de minhas circunstâncias”, diz Alceu Valença

Filosofia e literatura. Sofisticado e popular. Regional e universal. A obra de Alceu Valença, que completa 77 anos na semana que vem, mistura elementos que fazem do músico pernambucano um artista consagrado. Em entrevista à Agência Brasil, na semana de lançamento de sua primeira biografia, obra do escritor Julio Moura, o multiartista reflete sobre as principais influências profissionais e de vida. A raiz em São Bento do Una, no interior pernambucano, é uma chave importante de leitura de sua poesia em instrumentos, incluindo sua voz poderosa e arretada.

Agência Brasil - Como compreender todas as influências de sua obra?

Alceu Valença - Eu não vou trair a minha música e a minha maneira de pensar. A minha influência passa pela cultura que advém da África, dos indígenas e da Península Ibérica. Eu não sou anglófono, apesar de entender que musicalmente eles são ótimos. Mas eu não tenho nada a ver com isso. Eu só saio fazendo a minha coisa o tempo todo, fazendo do jeito que eu quero, da maneira que eu quero e naquilo que eu acredito.

Agência Brasil - A sociedade incorporou sua música em diferentes momentos, como Anunciação, por exemplo, cantada para diferentes objetivos. Você vê com bons olhos?

Alceu Valença - Anunciação é uma obra aberta. Quando uma criança canta, ela está pensando em algo. Quando alguém canta pelo amor perdido, é outro olhar. É uma música cheia de esperança.

Agência Brasil - Sua obra mistura elementos populares e de sofisticação. Como você vê isso?

Alceu Valença - Pensando assim, eu fui uma pessoa que eu li muito. Eu adorava filosofia. Cada pessoa tem a sua circunstância. Como diz o espanhol Ortega Y Gasset: “Eu sou eu e minhas circunstâncias”. Ninguém vai ter a mesma circunstância do que eu. Eu acredito na coisa que faço. Sempre acreditei. Não tenho essa história de ficar orgulhoso. Nem em sucesso que sobe à cabeça. 

Agência Brasil - Alguma música significa mais para você?

Alceu Valença - Na verdade, não. A minha preferida é o conjunto da obra. Cada música tem o seu momento. Pelas ruas que andei é o reflexo do Alceu Valença que morou no Recife. Anunciação é uma música que surgiu em Olinda, também no meu caminhar. Eu estava com  uma flauta e comecei a aprender sozinho. Um dia eu fui para a rua e, de repente, comecei a tocar. Nem sabia que estava tocando uma música. Alguém falou que era uma música linda. Eu peguei um papel e escrevi a música. Eu estava também inspirado no meu passeio por Olinda, aonde eu saí pela rua. Fui no Mosteiro de São Bento e depois voltei pra casa. Quando vou fazer uma música, eu não fico pensando o que é que eu estou fazendo.

Agência Brasil - Mas o que inspira esse intelecto?

Alceu Valença - Eu lia Fernando Pessoa com 16 anos. Eça de Queiroz eu lia também. Vamos dizer que Carlos Drummond de Andrade foi outro que me influenciou e me comoveu. Como diz (o filósofo) José Ortega Y Gasset, eu sou eu e minhas circunstâncias. As minhas circunstâncias todas estão dentro da minha obra. Tudo que eu vivenciei está dentro do meu trabalho e sempre esteve.

Agência Brasil - A invasão da tecnologia é algo bom ou ruim?

É bom para que todo mundo se expresse. Só que, como profissão, pode virar uma outra coisa.

Agência Brasil - Mas a inteligência artificial é um risco?

Alceu Valença - Eu já falava isso antes (sobre os riscos). (Será possível) ter uma entrevista, que peguem a minha voz. Na música, (pode ter) plágio. Só que é um plágio muito bem feito. A inteligência artificial pode ser um grande problema.

Agência Brasil – Como você analisa as redes sociais?

Eu tenho muito medo dessa questão das fake news [informações falsas]. É [algo] muito complicado. Você pode fazer uma edição e lascar meu nome. Acontece também dentro da internet uma coisa chamada viral. Eu notei uma coisa interessante analisando depois. Eu estava lá no Rio de Janeiro (na época das Olimpíadas) na frente de uma padaria. Eu passei com a minha mulher para o outro lado. De repente, eu vi o som de Anunciação. Eu cantei na hora. Deu um viral. Não houve ensaio nenhum. Nada. [Por outro lado], quando cheguei em Portugal fazendo show um ano depois, teve um momento que a gente foi gravar com equipamentos muito bons com câmeras maravilhosas. Gravamos uma música, Coração bobo. E aí botaram na rede social e não aconteceu nada. Entendeu? Coração Bobo estava muito mais bem gravada. E a mal gravada que deu mais repercussão.

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Vila Cultural Cora Coralina abre exposição Entre o Dito e o Não Dito na terça

Mostra do artista Paulo Serrado tem entrada gratuita e fica aberta até 28 de julho. Visitantes vão contemplar pinturas e esculturas que utilizam cores e formas para criar uma nova configuração visual

Tradição
Jornal Opção é destaque em painel do IHGG que conta a história de Goiás

A obra conta com 1.200 azulejos portugueses que registram a nova história goiana, contada pela atual geração

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Nonô Noleto lança seu livro “Roda de Saia” durante o FICA

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Marcelo Solá abre hoje exposição no Centro Cultural da UFG

A exposição apresenta um conjunto de obras visualmente impactantes, repletas de enredos gráficos e atmosferas misteriosas