Bastidores
Produtor rural há 35 anos e ex-prefeito de Vila Propício, Tasso Jayme disputa a presidência da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) pela chapa União, Trabalho e Liderança.
Associado desde 1990, Tasso Jayme é conselheiro da atual gestão da SGPA. Ele é filho de Olímpio Jayme.
“A SGPA é como minha segunda casa. Aqui comecei a aprender como se faz um trabalho cooperativo, como caminhar em uma só direção com homens e mulheres que têm em comum a visão de fortalecer a agropecuária goiana”, afirma Tasso Jayme
Em Minaçu, surgiu um político surpreendente, Nick Barbosa. Falando um português estropiado, como se fosse o Jeca Tatu da modernidade — há quem o chame de Lula piorado do DEM —, e criticando funcionários públicos concursados, o integrante do DEM é dono de uma fortuna avaliada em 51 milhões de reais.
As pesquisas de intenção e voto põem Nick Barbosa em primeiro lugar. Há quem acredite que é incontornável. Mas Neuza Lúcia Barbosa está na sua cola.
Numa visita a Aparecida de Goiânia, Sandro Mabel, que os amigos chamam, brincando, de Sandro Temer, disse que, se Gustavo Mendanha (PMDB) for eleito prefeito, poderá ser sua porta de entrada no governo federal. “Minha sala, no Palácio do Planalto, não fica muito longe do gabinete do presidente Michel Temer.”
A deputada federal Magda Mofatto e seu marido, Flávio Canedo, líderes do PR, vão apoiar Vanderlan Cardoso num possível segundo turno.
Aos aliados, Magda Mofatto tem dito, com todas as letras, que, como pertence à base política do governador Marconi Perillo, tem o dever de apoiar a candidatura de Vanderlan Cardoso para prefeito de Goiânia. No segundo turno, é claro.
Mesmo sem empolgação com a candidatura do Delegado Waldir Soares, a deputada federal mantém o apoio à sua candidatura. Ela tem sido leal.
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Zé Gomes em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
José Gomes da Rocha podia ser populista, podia ter problemas na Justiça, mas era mesmo um político amado pela população de Itumbiara. A cidade em peso chorou sua morte.
Com todos os seus exageros, José Gomes da Rocha, assassinado aos 58 anos, era tido como um político que contribuiu para a modernização de Itumbiara. Ele não parecia, mas era um gestor eficiente. Pode-se dizer que existe uma Itumbiara antes e uma Itumbiara depois de Zé Gomes.
O que mais impressionava em Zé Gomes era sua vitalidade e o bom humor. O assassinato do ex-prefeito reduz, de alguma forma, parte da força política do município.
Políticos do PMDB, sobretudo iristas, dão como certo, se houver segundo turno, que o delegado e deputado federal Waldir Soares (PR) vai hipotecar apoio a Iris Rezende, candidato do partido a prefeito de Goiânia.
Para ser justo, o Delegado Waldir nunca disse nada a respeito de alianças para o segundo turno. Até porque, embora com poucas chances, não pode declarar voto a um adversário já no primeiro turno.
Vanderlan Cardoso, do PSB, gostaria de ter o apoio do delegado, no segundo turno, mas não vai forçar a barra.
De Roberto do Orion, candidato a prefeito de Anápolis pelo PTB: “Vou para o segundo turno e vou derrotar o candidato do PT”.
Roberto do Orion afirma que não se importa de ir para a próxima etapa em segundo lugar. “O importante é que tenho condições de virar o jogo, pois tendo a incorporar novas forças políticas, o que não ocorrerá com o PT do prefeito João Gomes.”
Ninguém pode dizer que, mesmo com baixos índices nas pesquisas de intenção de voto, o delegado e deputado federal Waldir Soares, do PR, desanimou durante toda a campanha.
Determinado, de uma persistência rara, o delegado Waldir continuou fazendo suas caminhadas e pedindo votos em praticamente todos os bairros de Goiânia.
O delegado Waldir é uma autêntica força da natureza. Mas é provável que, na sua campanha, tenha faltado três coisas.
Primeiro, recursos financeiros. Por mais que a deputada federal Magda Mofatto tenha ajudado o candidato, os recursos foram escassos durante toda a campanha.
Segundo, faltou estrutura partidária mais ampla. Há poucos militantes — que são voluntários — na sua campanha. Campanhas esvaziadas costumam não atrair eleitores, que acabam concluindo que o candidato não tem chance de ser eleito e acabam por abandoná-lo.
Terceiro, houve um equívoco duplo no marketing. O republicano começou uma campanha com um projeto monotemático — a aposta num projeto de segurança pública para Goiânia. Eleições majoritárias exigem um leque mais amplo de projetos, o que o delegado Waldir desenvolveu, porém tardiamente. Depois, embora candidato a prefeito, e da maior cidade de Goiás, por vezes ficava-se com a impressão de que o delegado continuava fazendo campanha para deputado federal.
De qualquer maneira, mesmo sem chance de passar para o segundo turno, o delegado Waldir é aquilo que, na falta de melhores palavras, pode ser chamado de uma força da natureza. Mesmo sem recursos e sem uma rede ampla de apoios, comportou-se como um gigante incansável durante a campanha.
Pós-eleições, pacificados os ânimos, o deputado deveria adotar uma política de agregar aliados e, sobretudo, de não arrombar portas abertas, inclusive na imprensa. É um político de futuro? É. Mas precisa entender que não se constrói uma carreira política sozinho, como outsider, e que um político precisa ser menos contencioso.
De um irista (mais do que peemedebista): “Os deputados Jovair Arantes e Henrique Arantes, se a disputa de Goiânia for para o segundo turno, tendem a apoiar Iris Rezende”.
No início da definição das candidaturas, o deputado federal Henrique Arantes procurou uma aliança com Iris Rezende e tentou puxar Francisco Júnior, do PSD, para vice. Mas esbarrou na vontade férrea do presidente do PSD, Vilmar Rocha, e do deputado Thiago Peixoto.
De um peemedebista não-irista: “Se Iris Rezende for eleito prefeito de Goiânia, Ronaldo Caiado sairá como um dos grandes vencedores do pleito. Porém, se for derrotado, o senador sairá como um dos principais derrotados, pois perderá o apoio do PMDB para a disputa de 2018”.
O que o peemedebista está sugerindo é que, em 2018, o PMDB vai bancar Daniel Vilela para governador e vai ignorar Ronaldo Caiado, que, se ficar isolado, terá dificuldade para disputar o governo.
O DEM do senador Ronaldo Caiado deverá abrir as portas para o deputado federal Waldir Soares, possivelmente em 2017. A cúpula do PR não ficará “chateada” se o delegado deixar o partido.
Se for para o DEM, será uma grande conquista. O Delegado Waldir tem dificuldade de ser eleger para mandato majoritário, porém, para a Câmara dos Deputados, sempre será um candidato competitivo.
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Arquivo[/caption]
Comenta-se que, se for derrotado em Goiânia, Iris Rezende irá se filiar ao DEM para disputar a vice de Ronaldo Caiado em 2018. A vice ou o governo.
Iris Rezende e Ronaldo Caiado esqueceram o passado contencioso e agora são carne, unha e, até, cutílica.
O prefeito peemedebista permanece poucos pontos atrás do tucano, mas sua rejeição parece intransponível
“A região Leste da capital ‘adotou’ Vanderlan Cardoso como seu candidato praticamente oficial. Há uma sintonia fina dele com os eleitores"
Apesar de estar desolado com a morte do ex-prefeito, deputado estadual é o nome do grupo para eleição de domingo (2)

