Bastidores
O presidente da Assembleia Legislativa, Helder Valin (PSDB), não gostou nadinha de saber que o conselheiro Milton Alves disse ao Jornal Opção que só vai se aposentar em 2015. Valin comentou com um deputado estadual que fez um “acerto” para que Milton Alves se aposente em 2014. O presidente da Assembleia não acredita que o conselheiro vai “roer” a corda. As chances do deputado “ganhar” uma vaga de conselheiro no TCE em 2015 é próxima de zero. Tudo indica que as relações entre Valin e Milton Alves azedaram.
Ex-diretor da Organização das Voluntárias de Goiás, Afrêni Gonçalves (PSDB), pré-candidato a deputado estadual, acredita que terá votos em todo o Estado. Afrêni Gonçalves vai concentrar suas ações em algumas cidades, como Goiânia e Morrinhos, sem descuidar de outros municípios.
Frederico Jayme foi sondado pelo governador Marconi Perillo, por intermédio de um secretário, para assumir a Secretaria da Indústria e Comércio. Não havia respondido “sim” ou “não” até sexta-feira, 28. Filiado ao PMDB, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Frederico Jayme tem forte presença em Anápolis. Procurado para se pronunciar, Frederico Jayme não foi encontrado. Ele estaria viajando para o Nordeste brasileiro.
Alexandre Baldy, depois de apresentar três nomes considerados inconsistentes — um deles deve uma fortuna ao governo do Estado —, batalhava, na semana passada, pela indicação do empresário Bill O’Dwyer.
O trade turístico avalia que, no ano da Copa do Mundo de Futebol, com jogos em Brasília, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), equivoca-se ao propor a extinção da Secretaria de Turismo. Não parece, mas Goiânia é uma cidade turística, sobretudo com o lucrativo turismo de negócios. Empresários e agentes do setor de turismo pressionam o petista para manter a pasta.
Conta-se que o deputado federal Sandro Mabel não vai disputar a reeleição este ano porque pretende ser candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia ou de Goiânia em 2016 e que planeja morar um ano no exterior. Uma líder do PR apresenta outra versão: “Ao migrar para o PMDB, deixando o PR, Mabel não levou a maioria dos integrantes de sua base. Hoje, sua antiga base apoia o governador Marconi Perillo e é controlada pela empresária Magda Mofatto — pré-candidata a deputada federal. As bases do PMDB, que não apoiam o ex-dono da fábrica de bolachas Mabel, estão controladas por Iris Araújo, Pedro Chaves, Daniel Vilela e Marcelo Melo. Sem espaço, optou por abandonar a disputa deste ano.”
O advogado e ex-vereador Willian Machado mantém sua pré-candidatura a governador pelo DEM. “Mas a prioridade é mesmo o deputado federal Ronaldo Caiado.” Mestre em Direito, Willian Machado sugere que alguns setores da base do governador Marconi Perillo “respeitem” Caiado. “Trata-se de um político e homem de valor. Ele acrescenta. Outros acrescentavam quando estavam próximos do deputado.”
Aos que não apostam numa aliança entre Marconi Perillo (PSDB) e Ronaldo Caiado (DEM) recomenda-se a leitura de uma frase do presidente Getúlio Vargas: “Nunca tive um amigo que não pudesse tornar-se um inimigo ou um inimigo que não pudesse tornar-se amigo”. A frase tem uma variante, também atribuída ao político gaúcho: “Inimigos, não sei se os tenho. Mas se os tiver, não serão jamais tão inimigos que não possam vir a ser amigos”.
Veja-se um caso curioso, para lembrar os 50 anos do golpe militar de 1964. Quando prefeito de Goiânia na década de 1960, Iris Rezende foi cassado a pedido do governador Otávio Lage (Arena). Este enviou uma carta pedindo sua cassação. Mesmo assim, tucanos que um dia foram peemedebistas (e, alguns, perseguidos pela ditadura) se tornaram aliados de Jalles Fontoura e Otavinho Lage, filhos de um udeno-arenista que apoiou todos os atos mais cruentos da ditadura civil-militar e sem fazer nenhuma ressalva. Cadê a crítica de Otávio Lage às torturas e ao AI-5? Síndrome de Estocolmo? Na certa! Lembrar o passado não significa sugerir que Jalles e Otavinho não são bons políticos. São políticos e empresários modernos, competentes e íntegros.
Uma chapa majoritária com Marconi Perillo (governador), Vilmar Rocha (vice) e Ronaldo Caiado (senador) é mesmo muito forte. Rocha e Caiado são políticos qualificados e acrescentam muito para o tucano-chefe. Mas é preciso considerar duas coisas: o vice-governador José Eliton não jogou a toalha e, entre os jovens, é uma das apostas do governador Marconi Perillo. Vilmar Rocha também diz que prefere disputar mandato de senador. Ele e José Eliton, antes adversários, agora são aliados.
De um irista cáustico: “Numa reunião, um peemedebista disse que, se derrotar Iris Rezende na convenção, Júnior Friboi teria uma vitória de Pirro. O empresário, intrigado, perguntou: ‘Espirro? Alguém está gripado?’”
Em Porangatu não se comenta outra coisa: o prefeito Eronildo Valadares é sério, mas não está conseguindo administrar a cidade. O que parecia impossível está ocorrendo: o povão começa a sentir saudade do ex-prefeito José Osvaldo. “A gente era feliz, apesar de todos os desmandos, e não sabia.” Nem tanto, é claro. Eronildo Valadares herdou, vale ressaltar, uma dívida de 30 milhões de reais. Um papagaio desse engessa qualquer gestão. Mas nenhum prefeito deve ser eleito para ficar reclamando.
O empresário Jalles Fontoura (PSDB) foi eleito prefeito de Goianésia propondo duas coisas que avaliava como fundamentais. Primeiro, propôs a construção de 2 mil casas. Segundo, sugeriu a criação de uma faculdade de medicina. Segundo sua equipe, mil casas estão em fase de construção e/ou contratação. Ele assegura que, até 2016, no fim da gestão, terá edificado 2 mil casas. O tucano garante que a faculdade vai sair do papel.
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Presidente do PRTB em Morrinhos, Arzírio Vieira, e o vice, Renato Melanias[/caption]
Arzírio Vieira, do ramo da construção civil, é o novo presidente do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro em Morrinhos. Junto com ele, assumiram novos integrantes.
Arzírio frisa que sua “missão é organizar o partido” com vistas “às eleições de 2014 e 2016”. O político pretende constituir um grupo forte para “apresentar projetos e soluções para Morrinhos”.
“Vamos filiar nomes importantes no partido. Iniciamos as conversações e desde já traremos companheiros para ajudar a promover uma política voltada para o interesse de todos”, afirma Arzírio. O agente comercial Renato Melanias, de família tradicional na cidade, é o vice-presidente do PRTB.
Renato assegura que vai dialogar com vários segmentos da sociedade. “Atendendo um pedido do presidente regional, Denes Pereira, e do presidente do diretório metropolitano, Júnior Café, eu, o presidente Arzírio e os demais companheiros de partido vamos procurar toda a sociedade organizada e apresentar um novo modelo de gestão política para a cidade de Morrinhos. O nosso povo precisa ter representantes à sua altura, e é essa política que queremos para a nossa cidade”, enfatizou .
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José Eliton: prestigiado pelo governador Marconi Perillo, o vice pode ir tanto para o TJ quanto para o TCE ou para o TCM[/caption]
Pergunta que não quer calar-se: o que a base aliada vai fazer com o vice-governador José Eliton (PP)? O governador Marconi Perillo aprecia o advogado e gostaria de mantê-lo como seu vice. Chega-se a falar, até, que, se o tucano-chefe não for candidato, o presidente do PP pode disputar o governo de Goiás. Porém, nos bastidores, há outra discussão, que passa ao largo de apreço pessoal e lealdade: o que, de fato, José Eliton acrescenta à chapa majoritária em termos de votos? O Jornal Opção ouviu dezenas de integrantes da base governista e todos, exceto uma política e um político, teceram os maiores elogios ao vice, mas disseram que “não tem votos”. Em 2012, transformou Posse em sua Ítaca, passando a despachar na cidade, mas não conseguiu eleger o pai a prefeito (perdeu para o amador José Gouveia).
Entretanto, se não permanecer na vice, José Eliton não ficará desguarnecido. Cogita-se quatro coisas. Primeiro, pode disputar a vaga do desembargador Geraldo Gonçalves — se este decidir mesmo se aposentar —, possivelmente com o apoio de Marconi e do presidente da OAB-Goiás, Henrique Tibúrcio. Há quem diga, especialmente no meio advocatício, que a maior ambição do vice é se tornar desembargador.
Segundo, pode “ganhar” uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A vaga do TCE, a do conselheiro Milton Alves, estaria “reservada” para o presidente da Assembleia Legislativa, Helder Valin (PSDB). José Eliton “atropelaria” o amigo? Improvável.
Terceiro, entre 2014 e 2015, dois conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Sebastião “Caroço” Monteiro e Virmondes Cruvinel, devem se aposentar. O deputado Daniel Messac (PSDB) e o secretário de Articulação Institucional, Joaquim de Castro, são os nomes mais cotados para substitui-los. Mas um acordão pode reservar uma vaga para José Eliton.
Quarto, José Eliton é “candidato” a assumir a coordenação geral da campanha do governador Marconi Perillo.


