Bastidores
Há quem acredite que o delegado Waldir Soares (PSDB) pode ser eleito deputado federal. Seu marketing, ancorado pela tema da segurança pública, tem dado resultados positivos. Waldir Soares tem um marketing agressivo e eleitores não ideológicas e cansados da violência urbana estão disponíveis para elegê-lo. Até a cúpula tucana começa a colocá-lo entre os 12 possíveis eleitos da base governista.
De um peemedebista: “Candidato a deputado estadual, Marlúcio Pereira, do PTB, deve ser eleito com os votos de Aparecida de Goiânia”. Há quem acredite que “será um dos mais bem votados”. Marlúcio está conseguindo atrair o eleitorado do grupo de Ademir Menezes e conta a falta de popularidade de Ozair José, candidato do PT.
Calcula-se que, enquanto o peemedebista Adib Elias (PMDB) deve obter cerca de 15 mil votos para deputado estadual, o jovem tucano Gustavo Sebba, ambos de Catalão, pode ser eleito com uma votação bem maior — de 40 mil a 50 mil votos, O problema de Adib Elias é que provavelmente só terá uma votação maciça em Catalão e, por isso, corre risco de não ser eleito. Consta, até, que já pensou em jogar a toalha, porque não está conseguindo pagar seus cabos eleitorais e teme ser derrotado e ficar endividado. Gustavo Sebba, pelo contrário, terá uma votação expressiva em Catalão, mas também em toda a região Sudeste e, até, em Goiânia.
Um dos mais brilhantes economistas brasileiros, com doutorado pela Universidade de Brasília (sobre o Mercosul), Jeferson de Castro Vieira, substitui o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mauro Faiad, de 15 de setembro a 3 de outubro. O catalano Mauro Faiad está engajado na campanha do governador Marconi Perillo. De família de políticos em Catalão, é um verdadeiro leão na arte de pedir votos.
De um experimentado analista da política goiana: “Jorge Kajuru, do PRP, pode ter mil, 20 mil ou 200 mil votos. Sua votação é imprevisível”. O mesmo especialista avalia que Kajuru não é visto como um “personagem de Goiás” e isto pode ser um complicador eleitoral.
O PT deve eleger de três a quatro candidatos a deputado estadual, pela ordem: Humberto Aidar, Luis Cesar Bueno, Adriana Accorsi e Karlos Cabral. Cassiana Tormin, do Entorno do Distrito Federal, pode surpreender. Cabral tem reclamado da falta de dinheiro para tocar a campanha.
De um integrante do Solidariedade: “Nossa coligação tende a eleger Isaura Lemos, Carlos Antônio, Fabrício Marques e, quem sabe, Charles Bento. É provável que o deputado Francisco Gedda não seja reeleito”. Segundo o filiado do SD, Gedda, Leonardo Veloso e Gilsão Meu Povo não são fracos politicamente. “Mas não têm estrutura financeira. Sem Júnior Friboi, eles perderam terreno e, claro, o rumo.” Mesmo com poucos recursos, Leonardo Veloso faz uma campanha enxuta mas azeitada no Sudoeste de Goiás.
A base do governador Marconi Perillo aposta que deverá eleger pelo menos 26 deputados estaduais. O tucano-chefe quer formatar uma base coesa para ficar um pouco mais livre de pressões não-republicanas.
O interior de Goiás tem sido modernizado devido, em larga medida, ao agronegócio e à mineração. As duas atividades geram emprego e renda. Minaçu mudou com amianto. Alto Horizonte e Crixás, com o ouro. Barro Alto e Niquelândia estão em franca expansão. Já o agronegócio é a ancora verde da economia goiana e brasileira.
Candidato a senador, Ronaldo Caiado (DEM) está pedindo votos abertamente para Aécio Neves e Iris Rezende, de maneira acanhada, às vezes pede para Dilma Rousseff. O fato é que Caiado e Iris têm sido cada vez menos vistos juntos. O problema é, decerto, as alianças nacionais. “O PMDB quase não faz comícios porque Iris apoia Dilma e Caiado apoia Aécio”, afirma um peemedebista.
Não será nenhuma surpresa se, no segundo turno, o governador Marconi Perillo (PSDB) apoiar Dilma Rousseff e Iris Rezende (PMDB), para tentar obter o apoio de Vanderlan Cardoso, apoiar Marina Silva. Aí o PT ficaria numa saia justa. Porque prefere apoiar Iris Rezende, mas e se este ficar com Marina Silva ou se ficar neutro?
A equipe do deputado federal Vilmar Rocha (PSD), candidato a senador, vai para o tudo ou nada a partir desta semana. Acredita-se, no quartel-general de Vilmar Rocha, que esta semana é decisiva para o sucesso ou insucesso do candidato do PSD. Espera-se que o pedessista passe dos 20% nos próximos dez dias, para que seja criada expectativa de poder, ou seja, de virada. Não será fácil. A candidatura de Ronaldo Caiado é sólida e seu discurso tem empatia com os goianos. O problema de Vilmar Rocha é que, segundo pesquisas qualitativas, até agora eleitorado sequer o avaliou, às vezes nem mesmo o conhece. É preciso que “mexa” com os eleitores.
Na semana passada, Heuler Cruvinel desesperou-se. Listas feitas pela base governista, apontando os prováveis eleitos, de 10 a 12 deputados federais, não o incluíam. (Apenas um auxiliar do governador Marconi Perillo o listou entre os possíveis eleitos.) Um aliado de Heuler defende uma tese: “Os analistas estão percebendo o candidato do PSD como se fosse o mesmo de 2010. Mas ele é outro político e com apoio em muito mais cidades, inclusive em Goiânia. É provável que seja reeleito com mais votos do que na eleição anterior”.
O que é específico das eleições deste ano? O eleitor quer ter segurança na opção. Não quer apostar no escuro, por isso prefere o candidato que moderniza de fato, que faz obras e investe no setor humano. O eleitor cobra do político que, a despeito de qualquer coisa, mostre trabalho, obras que sejam úteis aos indivíduos. Não quer discursos fáceis e ataques.
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| Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide, diz que os jornais estão plantando notícias quando afirmam que está concentrando seus esforços só em Anápolis. “Na verdade, estou andando por todo o Estado, sem falhar um dia. Agora, de fato, na última semana, vou me concentrar em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, cidades onde está o maior eleitorado do Estado.” O jornal o localizou em Catalão. No dia anterior, esteve em Pires do Rio.
No interior, nas suas visitas constantes, Gomide diz que leva sua tese de modernização inclusiva, para beneficiar todos e não apenas alguns, como fez em Anápolis. “Estou motivando os prefeitos, vereadores e líderes. Ao mesmo tempo, eles me motivam e me dizem para não desistir nunca. Portanto, no meu vocabulário político não existem as palavras ‘desistência’ e ‘desânimo’.”
Na opinião de Gomide, “o segundo turno está mais do que garantido. As pesquisas confirmam isto”. O petista afirma que o governador Marconi Perillo prefere disputar com Iris, “que não é novidade”. “Mas receia competir comigo, porque sou o novo consistente, que tem o quer mostrar ao eleitor.”
Gomide diz que ninguém é imbatível. “Mas, no segundo turno, eu teria mais condições de derrotar Marconi. Iris terá mais dificuldade para vencê-lo.”

