Bastidores
O hobby da presidente Dilma Rousseff é estudar sobre pintura. Sabe quase tudo sobre pintores internacionais e nacionais. Segundo um petista, o governador Marconi Perillo deu-lhe de presente um quadro de Siron Franco. A petista-chefe teria ficado extremamente contente e agradecida.
Há quem aposte que, em setembro de 2015, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, pode trocar o PT pelo PMDB de Iris Rezende. Acredita-se que Paulo Garcia só não deixa o PT se Iris Rezende confirmar que não vai disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016.
De um peemedebista heterodoxo: “Iris Rezende odeia o governador Marconi Perillo e o PMDB odeia Iris Araújo”. Peemedebistas, embora avaliem que Iris Rezende está superado e que esta é a principal causa de sua derrota para governador — não seria ter poucos recursos financeiros, como sempre conclui, condescendente consigo mesmo, o peemedebista-chefe —, o respeitam. Mas não toleram nem conversar dois minutos com Iris Rezende. Há um ódio represado contra Iris Araújo que só agora está vindo à tona. Maguito Vilela, Humberto Machado, Marcelo Melo e Pedro Chaves querem ver o diabo, mas não querem cinco minutos de prosa com a deputada federal.
De um integrante da Academia Goiana de Letras: “Iris Rezende, aposentado e aos 81, finalmente terá tempo para ler ‘O Pequeno Príncipe’, ‘Poliana Moça’ e ‘Meu Pé de Laranja Lima’”. O escritor sugere, com a ironia, que Iris Rezende não é dado a leituras. Relatórios com mais de duas páginas o cansam. O peemedebista-chefe, segundo o escritor, cultiva a ignorância cultural. Talvez seja um excesso crítico do membro da AGL.
O presidente do PSC, Joaquim Liminha, aposta que Vanderlan Cardoso deve ser candidato a prefeito de Goiânia. “E vai ganhar”, aposta. “Vanderlan não tem de dar satisfações a Iris Rezende sobre sua possível candidatura a prefeito de Goiânia.” Joaquim Liminha frisa que Goiânia “não é feudo de Iris Rezende. A capital não tem dono e Vanderlan Cardoso tem alto índice de aprovação entre seus eleitores”.
“O Popular” plantou uma nota, a pedido de iristas, garantindo que Iris Rezende estava “tranquilo” e, até, “feliz”. A informação é falsa. (A nota não deve ter sido feita por Jarbas Rodrigues Júnior, que sabe das coisas.) Parentes dizem que Iris Rezende, embora resignado, está “tristíssimo”. Frequentemente, pergunta-se porque foi “castigado quatro vezes seguidas por Deus”. Depois, menos exaltado, deixa de “culpar” Deus e passa a dizer que sua campanha não tinha recursos financeiros suficientes. Em nenhum momento Iris Rezende faz a autocrítica correta, assumindo que nada tem a ver com o eleitorado moderno de Goiás.
Iris Rezende não ganha eleições em disputas estaduais desde 1998. O peemedebista-chefe perdeu três eleições para governador — para Marconi Perillo — e uma eleição para senador. Conseguiu ser eleito prefeito de Goiânia duas vezes — e só.
O fogo amigo está cada vez mais cerrado na Secretaria da Saúde da Prefeitura de Rio Verde. O alvo é o secretário Francisco Barreto Filho. O atirador de elite seria, por vias indiretas, o secretário de Habitação, Leonardo Fonseca (PSD), vereador licenciado. Curiosamente, o pai de Leonardo Fonseca, Osvaldo Fonseca, é chefe de gabinete do deputado federal Heuler Cruvinel (PSD), mui amigo do prefeito Juraci Martins (PSD).
Aliados de Ismar Pires dizem que ele é o favorito absoluto. Desembargadores podem não apreciar a tese do "já ganhou"
O número um de Lula é o banqueiro Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco. O goiano Meirelles é o número dois
A assessoria de comunicação do prefeito de Rio Verde, Juraci Martins, do PSD, enviou uma nota como resposta à nota “Prefeito Juraci Martins e deputado Heuler Cruvinel estão de relações cortadas”. A fonte do jornal, um radialista de Rio Verde, mantém as informações.
[Juraci Martins, do PSD: prefeito de Rio Verde]
A seguir, o conteúdo integral da nota.
“O prefeito de Rio Verde, Juraci Martins e o deputado federal Heuler Cruvinel dispõem de uma relação estreita e amistosa. O grupo político liderado por Juraci Martins saiu-se vencedor em todas as disputas na cidade de Rio Verde, alcançando a presidência da Câmara com Iran Cabral, elegendo Lissauer Vieira a deputado estadual, reelegendo Heuler Cruvinel à Câmara dos Deputados e dando votação expressiva ao governador Marconi Perillo no município. Devemos considerar ainda a votação da candidata Maria José (PSDB), que alcançou mais de 12 mil votos, mas por motivos da coligação não conseguiu ser eleita.
“Os rumores de discórdia entre o prefeito e o deputado federal mostram o medo da oposição que, desestruturada, tenta alimentar a imprensa com factoides para iludir o cidadão. O intento não será alcançado, a população está atenta e politizada e reconhece os benefícios da administração de Juraci Martins, isso foi provado através de pesquisas e comprovado nas urnas com vitória maciça dos candidatos do prefeito no pleito de 2014. O grupo está cada vez mais forte e unido e para 2016 as opções de nomes para a sucessão de Juraci Martins são amplas e chegarão com força total paras eleições.”
[Rodrigo Rollemberg, governador eleito do Distrito Federal, e seu aliado no Entorno do Distrito Federal, ex-deputado federal Marcelo Melo]
O ex-deputado Marcelo Melo (PMDB) não tem bola de cristal, mas fez três previsões que se revelaram acertadas.
Primeiro, frisou que a presidente Dilma Rousseff, do PT, seria reeleita. Foi.
Marcelo Melo destacou que o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, seria eleito governador do Distrito Federal (e quando ele estava em terceiro lugar nas pesquisas). Foi.
O jovem peemedebista sublinhou que, se o candidato a governador de Goiás pelo PMDB fosse Iris Rezende, o governador Marconi Perillo, do PSDB, seria reeleito. Foi.
Só faltou prever a derrota acachapante da deputada federal Iris Araújo, do PMDB. Ele não participou do churrasco peemedebista que comemorou a derrota haitiana de Iris Araújo, mas não tem simpatia alguma pela especialista em culinária.
Craquíssimo, ligado a Michel Temer, Marcelo Melo deve ser candidato a prefeito de Luziânia. É tido, por aliados e adversários, como imbatível. Uma espécie de Rodrigo Rollemberg de Luziânia.
[relacionadas artigos=" 1,2,3... "] O irismo avalia que a gestão de Paulo Garcia na Prefeitura de Goiânia, mal avaliada pela população, prejudicou Iris Rezende. Por mais que tenha mantido distância do petista, os eleitores sabem que Iris Rezende foi o principal responsável pela eleição dele para prefeito de Goiânia e, certamente, não o perdoa por isso.
[relacionadas artigos="18827"] O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, mantém encontros escondidos com o candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende. Os encontros ocorrem no escritório político ou no apartamento do peemedebista. O motivo é simples: como é desaprovado pela população de Goiás, Paulo Garcia não é um bom cabo eleitoral. Por isso Iris Rezende decidiu afastá-lo de sua campanha. Na periferia, Iris Rezende afirma, com todas as letras, que nada tem a ver com a gestão de Paulo Garcia.
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Vanderlan Cardoso não teme e desafia pressão de Iris Rezende[/caption]
O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) teria enviado três recados curtos e secos para o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PSB). Primeiro, não gostou de não ter recebido seu apoio para o governo no segundo turno.
Segundo, Iris quer ver Vanderlan fora da política de Goiânia. O peemedebista avalia que a capital não é o segundo feudo do líder do PSB.
O terceiro recado deriva do segundo. Se mesmo com a advertência, Vanderlan continuar dizendo que vai disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016, Iris pretende responder na mesma moeda. O peemedebista, no caso de Vanderlan transferir seu domicílio eleitoral para a capital, pretende lançar sua filha, Ana Paula Rezende, para prefeita de Senador Canedo. Há também a possibilidade de bancar seu genro, Frederico Peixoto, para prefeito. Peixoto está construindo um condomínio horizontal Jardins no município.
O Jornal Opção ouviu dois aliados do empresário. Um deles disse: “Vanderlan é um dos sujeitos mais tranquilos do mundo e não teme qualquer tipo de ameaça. Vai ser candidato a prefeito de Goiânia — quer queira ou não Iris. Vanderlan não vai desperdiçar seu imenso capital eleitoral na cidade. É candidatíssimo. Por isso não quis apoiar o peemedebista no segundo turno”.

