O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foram diplomados no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cerimônia realizada na tarde desta segunda-feira, 12, em Brasília.

Em discurso durante a diplomação, Lula lembrou da primeira participação na cerimônia, em 2002, quando falou da ousadia do povo brasileiro em conceder, para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário. Ao tocar no assunto, o presidente eleito se emocionou diante dos presentes.

“Eu quero pedir desculpas pela emoção, porque quem passou o que eu passei nesses últimos anos, estar aqui agora é a certeza de que Deus existe”, declarou emocionado. “Este não é um diploma do Lula presidente. É um diploma de uma parcela significativa do povo que ganhou o direito de viver em democracia. Vocês ganharam esse diploma.”

Lula exaltou a conquista nas urnas, atribuindo o que chamou de reconquista da democracia no país ao povo brasileiro. “Poucas vezes na história desse país a democracia esteve tão ameaçada, a vontade popular foi tão colocada à prova e teve que vencer tantos obstáculos para enfim ser ouvida”, pontuou.

O presidente eleito também reafirmou os compromissos de companha, ao lado do vice-presidente. “Farei todos os esforços para, juntamente com meu querido companheiro Geraldo Alckmin, cumprir o compromisso que assumi não apenas durante a campanha, mas durante toda a minha vida: fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com a garantia de dignidade e qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo as pessoas mais necessitadas”.

Diplomação

As diplomações de presidentes eleitos foram instituídas em 1951, mas suspensas durante o regime militar, entre 1964 a 1985. Em 1989, a solenidade foi retomada com a redemocratização e a eleição de Fernando Collor de Mello.

O diploma é um documento físico que deve conter o nome do candidato, a indicação da legenda do partido ou da coligação sob a qual concorreu, o cargo para o qual foi eleito ou a sua designação como suplente.

O prazo final para a diplomação é 19 de dezembro, mas, a pedido da equipe de Lula, o TSE adiantou a cerimônia para uma semana antes. Apesar da alteração, a medida não foge do comum para diplomações. As diplomações de Bolsonaro, em 2018, Dilma Rousseff, 2014 e 2010, e Lula, em 2006 e 2002, também ocorreram antes do prazo final.