O ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL), general Alberto dos Santos Cruz, criticou a provável saída de comandantes militares como estratégia para não prestarem continência ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PL).

Santos Cruz concedeu entrevista ao ICL Notícias, nesta terça-feira, 6, e defendeu a obediência a qualquer dos eleitos como parte do rol de atribuições dos comandantes militares. “Comando exige responsabilidade de ponta a ponta. Você é nomeado e tem que exercer sua função, tem que lidar com seus espinhos. Tem que prestar honras regulamentais, não interessa para quem seja. Isso é funcional”, afirmou o general.

A decisão de saída antecipada e posse de comandantes iniciou pelas Forças Armadas Brasileiras (FAB), que chegaram a agendar para este mês a posse do nome indicado pelo petista. O Exército e a Marinha sinalizaram fazer o mesmo. “Espero que prevaleça o entendimento de que não é pessoal, não tem sentido fazer uma interpretação pessoal. Não se faz isso na vida militar, você vai com o ônus e o bônus disso,” pontuou o general.