Zé Garrote e Vilmar Rocha são bem-vindos

Viúvas de todos os lados vão se descabelar, mas os dois podem ser mais úteis ao governo do que “uns vermes autodeclarados úteis na campanha já ganha por Ronaldo Caiado”

Nilson Gomes

Sexta-feira, 13, é considerado dia de azar por quem acha caviar em caroço de pequi. Mas ontem o fruto do Cerrado ganhou ovas de esturjão.

Eduardo Prado, deputado estadual, Lissauer Vieira, presidente da Assembleia Legislativa, José Nelto, deputado federal, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, Jean Carlo, ex-deputado estadual, e José Garrote, empresário | Foto: Divulgação

Em Itaberaí, o empresário Zé Garrote disse a um grupo de amigos de sua admiração pelo visitante ilustre — o governador Ronaldo Caiado. Ao microfone, se pôs ao dispor dos projetos do governo.

Na sede de um órgão estadual, em Goiânia, uma dupla que adora se vangloriar de suposta amizade com o governador e a primeira-dama Gracinha Caiado tentou agredir um ocupante de alto escalão do governo. Desmascarado e instado a lavar a boca antes de citar o casal em suas extorsões, alegou estar a mando do secretário de Desenvolvimento, Adriano Rocha Lima.

As duas ocorrências estão distantes de ser isoladas.

Pessoas valorosas moralmente dos ocupantes anteriores dos palácios se identificam com os novos ocupantes do Executivo, devido aos seus valores morais.

Adesistas que se infiltram como chorume se arvoram de decisivos na campanha de 2018 e tocam o terror nos companheiros de verdade do governador. Ao contrário do número de marconistas servíveis, pululam por aí vermes autodeclarados úteis na campanha já ganha por Ronaldo Caiado.

Viúvas de ambos os lados se remexem no lodo tentando impedir as articulações.

Os insetos mais nocivos são os alheios a voto. Nunca fizeram campanha nem para si mesmos e querem usufruir do trabalho alheio.

Maldizem a composição conquistada por Ronaldo Caiado na Assembleia.

Queriam o quê?

Depois que o próprio governador assumiu a parceria com os deputados estaduais, o Estado de Goiás teve vitórias incríveis.

Assim, o Legislativo viveu um de seus anos de glória, partindo para cima dos dois carrapatos que mais sugam a energia do povo goiano: a Enel e os grupos que defendem o crédito outorgado.

Vilmar Rocha, ex-deputado federal | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Conversar com parlamentares desse nível é diferente de se imiscuir com um bando, como ocorria há não muito tempo.

Os vencedores do pleito passado estão, na média, em patamar muito superior a elencos aposentados pelo povo, daí a ascensão da Assembleia.

Por isso, é uma honra (para quem tem) dialogar com Ronaldo Caiado.

Revelações como a de Zé Garrote não partem de quem esmola emprego ou isenção fiscal: a holding São Salvador, por ele liderada, gera oportunidades desde antes das imensas concessões obtidas nos mandatos de Marconi Perillo.

Dezenas de prefeitos bons para administrar, honestos, só que eleitos em siglas ligadas a Marconi, querem se inserir no caiadismo.

Sejam bem-vindos, como bem-vindos são Vilmar Rocha e Zé Garrote, caso venham, para o bem de Goiás em sua reconstrução.

Nos diferentes partidos há gente que presta e gente que não presta.

É justo celebrar os bons.

Todos os dias são de sorte quando se convive com pessoas leais, competentes, dedicadas e, acima de tudo, probas.

Os nomes do governador, da primeira-dama e do secretário Adriano são latidos por dezenas de trastes que tentam se aproveitar do Estado.

Conheço Caiado e Gracinha e asseguro que não mandam recado, muito menos por mandíbulas que deveriam ruminar esturjões com espinho de pequi.

Tenho leve ideia de quem seja Adriano. Porém, não creio tratar-se do pústula desenhado por seu suposto interlocutor enquanto agredia um companheiro de Caiado.

Enfim, todos três nada têm a ver com o uso em vão de seus nomes e cargos.

Ao próprio governador devem ser chocantes as duas cenas:

  1. a) um seu companheiro fiel agredido aos gritos dentro de repartição estadual por um sete um se dizendo a serviço do secretário Adriano;
  2. b) um empresário tido como estrela do marconismo elogiando a gestão, a correção, a família e as propostas de Ronaldo Caiado.

Junto com os chupins adesistas, entram no governo suas dívidas, seus comparsas, sua arrogância, sua incompetência, sua falta de escrúpulos e resultados.

Junto com gente do nível de Zé Garrote e Vilmar passam a apoiar o governo seus aliados, como as excelentes lideranças do PSD e batalhadores como Jean Carlo.

Jean Carlo é um lutador pelos municípios desde antes de ser deputado, ampliou durante e continua buscando melhorar a qualidade da vida nas cidades do interior, conforme se viu ontem, com inaugurações nas áreas de segurança e justiça.

A bancada caiadista no Congresso terá índices ainda melhores quando Jean tomar posse.

Goiás precisava se livrar do marconismo, mas não de todos os marconistas.

Há marconistas vítimas de Marconi e Vilmar Rocha é uma delas.

É o mistério de 2014: o que levou Marconi a manter José Eliton de vice em vez de Vilmar? Rifado, Vilmar foi impelido a sair a senador contra o ultrafavorito Ronaldo Caiado.

Vilmar avisou diversas vezes que José Eliton não teria a menor chance de se reeleger governador.

A história registra o óbvio: Vilmar estava correto em 2014 e 2018, como noutros pleitos.

Seria uma vitória para o desenvolvimento de Goiás voltar ao governo um quadro qualitativo como Vilmar, ainda que sem nomeação.

Será uma vitória ter no ostracismo as pragas que usam em vão os nomes de Caiado, Gracinha e Adriano.

Nilson Gomes é jornalista.

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