Wilder Morais posa com Valdemar Costa Neto em Miami em meio à tensão no PL Goiás
08 maio 2026 às 15h23

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Enquanto os ânimos andam aflorados no PL em Goiás, Wilder Morais esteve em Miami, nos Estados Unidos. Ele aparece em um registro fotográfico ao lado do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, Odílio Balbinotti – empresário do agronegócio e maior doador de campanhas eleitorais – e sua esposa, Tânia Balbinotti. O registro fotográfico foi feito nessa quinta-feira, 7, em frente a uma loja da Louis Vuitton.
Apesar do pré-candidato ao governo de Goiás pelo PL estar se divertindo nas terras do Tio Sam, o seu silêncio em relação a dois assuntos soa quase ensurdecedor. O primeiro é o fato do seu nome compor a lista do PT sobre senadores que estariam indecisos sobre o voto na sabatina que poderia levar o nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
O segundo diz respeito à briga entre Major Araújo e Amauri Ribeiro ocorrida na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira. O imbróglio foi moldado com palavras de baixa calão e pejorativas – proferidas por ambos integrantes do PL. Em um determinado momento, Araújo chegou a dizer que se Amauri encostasse nele “amanheceria morto”.
Em vídeo obtido pelo Jornal Opção, é possível ver o momento em que Major Araújo grita que se Amauri encostasse nele, “amanhã amanheceria morto”, após Amauri gritar: “Não deixa eu pôr a mão em você não”.
A briga começou ainda na última semana, após Amauri Ribeiro questionar, no Plenário, o fato do presidente do PL não ter participado da votação que barrou a indicação de Jorge Messias para o STF.
Araújo, então, saiu em defesa de Wilder e afirmou que Amauri tinha cargos no governo estadual e que “sempre se vendeu”. “Esta prática de adesão do deputado Amauri por emprego, por vantagens sempre esteve aqui”.
Em uma réplica, Amauri Ribeiro desafiou Major Araújo para “um debate olho no olho”. Na tréplica, Araújo intensificou as críticas e chegou a dizer que Amauri era de uma “direita trans”. Após este momento, os dois parlamentares se exaltaram e quase se agrediram fisicamente.
Da tribuna, Amauri chamou Araújo de “soldadinho de chumbo” e disse não acreditar que o colega “é tão burro para falar algo com a sua boca”. Ele rebateu um comentário feito pelo colega de partido, se referiu a ele como “mercenário” e disse que Amauri Ribeiro mantinha R$ 200 mil em cargos no governo estadual mesmo após deixar a base e se filiar ao PL. “Se informe-se, busque informação para não falar tanta merda que nem você falou aqui ontem”.
A situação vai parar no Conselho de Ética da Alego, de acordo com a equipe de Amauri, a peça ainda será montada, mas será justificada sobre quebra de decoro por parte do Major Araújo. A representação deve ocorrer nos próximos dias. (J.P.A)

