Wilder Morais pode derrotar Gustavo Gayer para senador. Pode ser a sua “kryptonita”
13 junho 2026 às 21h00

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Pode-se falar, em termos das duas vagas de Goiás no Senado que estão em jogo na disputa deste ano, que há definições? Não.
Ou melhor, uma vaga parece que está praticamente garantida para a pré-candidata do União Brasil, Gracinha Caiado. A outra vaga está livre, ma non troppo.

A força de Zacharias e Mendanha
Na base governista, há quem postule que a segunda vaga vai acabar caindo — quase “de graça” — nas mãos do deputado federal Zacharias Calil (MDB). Por quê? Nada a ver com o político, e sim com o médico de boa reputação — “aqueles que separa siameses”, costuma-se dizer no interior de Goiás.

Nas visitas que faz ao interior, Zacharias Calil, mais do que outros candidatos, atrai uma multidão de pessoas simples. Todas querem tirar foto com o médico.
Um expert em política diz que o deputado pode ser o Jorge Kajuru de 2026. Em 2018, como outsider — o perfil não é muito diferente do de Zacharias Calil —, Kajuru foi eleito senador, derrotando figuras coroadas da política de Goiás, como Marconi Perillo e Lúcia Vânia.
Não se está dizendo que Zacharias Calil está eleito, obviamente. O que se está dizendo é que pode ser o outsider da vez.
Se o senador Vanderlan Cardoso, do PSD, Gustavo Gayer, do PL, e Gustavo Mendanha, do PRD, dormirem no ponto, é muito provável que acordarão com Zacharias Calil eleito para o Senado.

Porém, como não há nada decidido, Gustavo Mendanha, que é fortíssimo na região metropolitana de Goiânia, pode surpreender o coro dos contentes e conquistar a segunda vaga. Assim como Gracinha Caiado, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e Zacharias Calil são as “novidades” do pleito deste ano.
Por causa de seu trabalho no Senado — ajudou dezenas de prefeitos —, Vanderlan Cardoso não pode ser menosprezado. Ainda assim, corre sério risco de não voltar para o Senado em 2027. Pode ser surpreendido pelas novas forças políticas e, claro, pelos eleitores.
Wilder trava ascensão de Gayer
Dada a força do bolsonarismo, Gustavo Gayer é um candidato forte a senador. Se estivesse na chapa do governador de Goiás, Daniel Vilela — pré-candidato à reeleição pelo MDB —, o deputado possivelmente seria eleito senador.

No momento, o que puxa Gustavo Gayer para trás é não ter um candidato a governador forte na sua pré-chapa.
Ao não fazer a pré-campanha, acreditando num segundo milagre — nem religiosos acreditam em milagres tão frequentes —, o senador Wilder Morais, que parece pensar unicamente em seu projeto pessoal, prejudica, diretamente, os pré-candidatos a senador e a deputado federal e estadual.
Se conseguir descolar de Wilder Morais, aproximando-se, de alguma maneira, de Daniel Vilela, Gustavo Gayer terá chance de ser eleito. Porém, se se mantiver colado no pré-candidato do PL a governador, poderá ficar fora do Senado. E, sem mandato, perderá a imunidade parlamentar — o que o tornará alvo fácil de ações penais.
Então, em resumo é assim: Gustavo Gayer tem chance de ser eleito senador. Mas precisa abandonar Wilder Morais “correndo”. Lembrando que, a rigor, o senador já o abandonou há tempos. Tanto que não está fazendo a pré-campanha. Prefere jogar parado e à distância. (E.F.B.)



