Voto de Caiado é nulo? Candidato se exime da disputa presidencial em debate

Repetindo que o partido não possui candidatura própria, o senador afirmou que Goiás “é muito maior que qualquer cidadão que assuma a presidência”

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Durante debate nesta quarta-feira (12/9), na Rádio Sagres, o candidato ao governo de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) se eximiu da disputa presidencial e indicou que pouco importa quem vencerá a disputa ao Palácio do Planalto. Repetindo que o partido não possui candidatura própria, o senador afirmou que Goiás “é muito maior que qualquer cidadão que assuma a presidência”.

“Como governador, sentarei com o presidente que for eleito e estarei exigindo a contrapartida que Goiás merece. Seja quem for, terá que respeitar o Estado, porque Goiás terá um candidato que possui credibilidade moral”, asseverou.

Questionado por Weslei Garcia (PSOL) sobre suposta simpatia à candidatura de Jair Bolsonaro, Caiado preferiu ignorar a pergunta. E, havia se resumido a dizer que o deputado tem o direito de ser candidato.

O que Caiado insiste em defender é que, em Goiás, nunca se nacionalizou uma eleição e sugere que a deste ano permaneça da mesma forma. Contudo, é inevitável que este tipo de questionamento seja levantado por dois motivos: o momento atual da política brasileira — em que a eleição para presidente nunca foi tão debatida — e o fato de que Ronaldo Caiado, frise-se, é o único candidato a governador que não declarou apoio a algum presidenciável.

Para além disso, é válido destacar que Caiado é uma figura pública, que exerce atualmente mandato no Senado Federal. Não é de se estranhar que haja questionamentos sobre seu apoio ao nome que tentará conduzir o País para fora da crise política, moral e econômica do País, sobretudo porque os quadros atualmente postos possuem agendas diferentes e propostas conflitantes.

Conhecedor do sistema político e há décadas no Congresso Nacional, Caiado deveria pontuar qual perfil ou linha política que melhor atenderia às demandas emergenciais do País, já que de nada adiantará ter “moral” para defender Goiás, se o presidente pode prejudicar toda a nação.

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