Um motorista derrubou Collor e um empresário pode derrubar Temer. Não se precisa mais de militares

Fotos: reprodução

O Brasil-Bananão mudou muito nos últimos anos. Em 1930, o presidente Washington Luís foi apeado do poder por um golpe que envolveu políticos, como Getúlio Vargas, do Rio Grande do Sul, e Antônio Carlos de Andrada, de Minas Gerais, e militares, como Góes Monteiro. Em 1945, Getúlio Vargas foi derrubado por um golpe militar que teve apoio de civis. Em 1964, João Goulart foi retirado do poder por um golpe militar com amplo apoio de civis, como Magalhães Pinto, Milton Campos, Carlos Lacerda e Bilac Pinto.

Em 1992, Fernando Collor foi retirado da Presidência por meio de um impeachment. Mas quem o derrubou mesmo foi um motorista, Eriberto França, que contou sua versão sobre um negócio fraudulento do então presidente.

Em 2016, Dilma Rousseff caiu devido, dizem, as pedaladas fiscais. Na verdade, um bichinho insidioso derrubou a petista. Ele atende, quando atende, pelo nome de Corrupção, às vezes Corruptobrás.

Agora, o presidente Michel Temer está na iminência de cair devido a uma gravação feita pelo empresário Joesley Batista, um caipira que se tornou um potentado mundial — inclusive no país mais rico da história, os Estados Unidos.

Os tempos mudaram. E nem se precisa mais de militares, impulsionados por vivandeiras, para golpes políticos. Os tempos institucionais dão força aos cidadãos, ainda, frise-se, que Joesley Batista seja um político nada limpo. Por sinal, o Ministério Público Federal pode contribuir por retirar sujos da política e para manter os sujos no mundo empresarial, caso dos Odebrecht e dos Batista.

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