Eduardo Cunha é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro

A presidente Dilma Rousseff, ao contrário do deputado Eduardo Cunha, não é ré no Supremo Tribunal Federal | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Eduardo Cunha, ex-aliado de Dilma Rousseff, está fora da presidência da Câmara dos Deputados | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, deu uma liminar, na quarta-feira, 4, retirando o mandato do deputado Eduardo Cunha e, consequentemente, o peemedebista deixa a presidência da Câmara dos Deputados. O ministro acata um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele já foi intimado e, portanto, não é mais o presidente do Legislativo.

Num momento em que se prepara a retirada de Dilma Rousseff da Presidência da República, por meio de um impeachment, a saída de Eduardo Cunha era esperada e acertada. O parlamentar é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro — e, até agora, fez uma defesa “tímida”.

Impedir Dilma Rousseff, acusada de pedaladas fiscais — embora o pano de fundo seja a crise econômica e a corrupção sistêmica dos governos do PT —, mas deixar Eduardo Cunha como vice-presidente da República é e era uma contrassenso. Seu afastamento atende à lei, mas também aos clamores da sociedade civil.

A saída de Eduardo Cunha, ainda que por liminar, beneficia Michel Temer. Porque, na ausência do próximo presidente, ele poderia assumir o governo como vice, já que o peemedebista, sendo vice de Dilma Rousseff, não tem um vice eleito. O afastamento reduz ou acaba o constrangimento.