Roller diz que Daniel não dialoga com as oposições e não pode ser plano B de Marconi Perillo

Prefeito de Formosa sugere que o deputado federal converse com o senador Ronaldo Caiado

Ernesto Roller, prefeito de Formosa | Foto: Y. Maeda

O prefeito de Formosa, Er­nes­to Roller (MDB), disse ao Jornal Opção que, de fato, é parente do pré-candidato a governador pelo DEM, senador Ronaldo Caiado. “Totó Caiado era irmão de minha bisavó. Mas esclareço que faço política com pragmatismo, pensando no bem comum, e não com base em laços familiares.”

Roller quer mesmo apoiar Ro­nal­do Caiado para governador contra Daniel Vilela, o pré-candidato do MDB? “Não é bem assim. Nós [referência a Roller, Adib Elias, Paulo do Vale e Renato de Castro] queremos que Daniel e Ronaldo sentem-se à mesa, com as lideranças das oposições, para encontrar um denominador comum. Nós defendemos um candidato único das oposições.”

Corroborando o que disse Adib Elias ao Jornal Opção, na edição passada, Roller garante que tenta falar com Daniel Vilela desde junho de 2017. “Ele me disse: ‘Vou fazer uma cirurgia [de coluna], depois entro em contato’. Nunca mais entrou. Qual é a chapa que Daniel está montando? Ninguém sabe. Daniel e Caiado, insisto, precisam conversar e estabelecer critérios sobre a escolha do candidato. Defendo a unidade. Mas o que recebo em troca? Só porrete. Li que querem me tomar o partido em Formosa e que a gente não representa o MDB.”

Ante o quadro sem diálogo, Roller frisa que, entre o final de março e o início de abril, ele e seus aliados vão tomar uma posição definitiva. “Daniel pode disputar? Claro. Mas, sem conversar, como pode virar candidato? Não se ganha eleição isolando-se. Daniel não pode fechar as portas para Ronaldo e vários emedebistas. Não podemos nos aproximar de Marconi Perillo, do PSDB. Não podemos ser seu plano B.”

Roller afirma que, ao contrário do que espalham apoiadores de Daniel Vilela, nunca cogitou sair do MDB. “É mentida de quem se especializa em criar cizânia. É possível que alguns candidatos a de­putado saiam do partido. Porque Daniel não conversa nem articula. Não tem chapa proporcional. Candidato a deputado federal só tem Iris Araújo e José Nelto. Não tem chapa para deputado estadual. Queremos falar sobre isso, mas Daniel não nos ouve. Vou lançar candidato a deputado estadual. Mas posso colocá-lo no MDB? Não sei, pois ele pode ser vetado na convenção.” Seu candidato será do DEM? “Não defini, mas, sim, pode ser do DEM.”

“Será que, se não conseguir se viabilizar, Daniel vai apoiar Ro­naldo? Será que Daniel recebe o senador? Não sei. O que sei é que o presidente do DEM está aberto a conversações. Mas o ‘menino’ não conversa. O prazo de filiação termina no dia 6 de abril.”

No dia 20, ou pouco depois, Iris Rezende vai tentar fechar acordo com Daniel Vilela e Maguito Vilela, no sentido de lançar um único candidato das oposições. “Nós precisamos tomar um rumo. Eu, Adib Elias, Paulo do Vale, Renato de Castro vamos decidir juntos e concederemos uma entrevista coletiva.”

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Luciano Almeida

O maior problema do MDB é a sua definitiva vocação cartorial: a política “das famílias” e as suas lideranças “tribais”.
Só de falar em MDB sente-se um forte odor de ranço.