Os três mais importantes municípios do Sudoeste goiano são, pela ordem do PIB, Rio Verde (o quarto maior em termos de eleitorado de Goiás), Jataí e Mineiros.

Nos três municípios, a base governista — liderada pelo governador Ronaldo Caiado, do União Brasil, e pelo vice-governador Daniel Vilela, do MDB — tende a eleger os prefeitos.

Em Rio Verde, o médico Wellington Carrijo (MDB, mas pode acabar disputando pelo União Brasil) é visto como um dos mais fortes para a disputa de 2024, daqui a 10 meses. Primeiro, porque tem seus próprios méritos. Segundo, porque tem o apoio do prefeito Paulo do Vale — o maior general eleitoral do Sudoeste. Terceiro, porque conta com uma base municipal muito forte. Quarto, tem o apoio de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela. Quinto, parte significativa dos homens e mulheres do agronegócio apoia sua postulação.

Claro que não se pode subestimar nem o ex-deputado estadual Lissauer Vieira, o pré-candidato do PL, nem o médico Osvaldo Fonseca Júnior, do Republicanos. Os dois são postulantes consistentes, com história positiva no município.

Em Jataí, a segunda cidade mais relevante da região, do ponto de vista de economia e população, o prefeito Humberto Machado, do MDB, é visto como favorito absoluto. Com a ressalva de que o Agro, espécie de partido informal, está procurando um candidato com o objetivo de desbancar o longevo gestor municipal.

Humberto Machado é ligado ao vice-governador Daniel Vilela. Há quem postule que só um terremoto — e não há notícia de terremoto no município — pode destroná-lo. O vice-prefeito Geneilton Filho de Assis, rompido com o prefeito, planeja enfrentá-lo. Pode ser o nome da turma do agronegócio. A advogada Flaviane Scopel também estuda colocar seu nome na disputa.

A outra barbada do MDB pode ocorrer em Mineiros, terceira maior potência econômica do Sudoeste. Lá, de acordo com pesquisa do Instituto Fortiori — um dos mais qualificados de Goiás —, o candidato favorito é o prefeito Aleomar Rezende, do MDB, que faz uma gestão transformadora.

O ex-prefeito Agenor Rezende, que deve se filiar ao PL do senador Wilder Morais, planeja concorrer com Aleomar Rezende. Muito mais por birra e pressão de sua filha, a deputada estadual Rosângela Rezende, do Agir, do que por vontade de disputar.

Com quase 80 anos, Agenor Rezende não tem muito entusiasmo pela disputa e pela administração pública. Como queria mandar na prefeitura, ao lado de Rosângela Rezende — e a dupla não conseguiu transformar o prefeito numa marionete —, acabou decepcionado. E agora, mesmo aparecendo mal nas pesquisas de intenção de voto, colocou seu nome para a disputa. Consta que, durante a campanha, ele ficará em casa — sentado ou deitado — e Rosângela Rezende fará sua campanha. (E.F.B.)