Revista Piauí escreve texto empático e chama Cleovan Siqueira de Policarpo Quaresma

Kassab queria fundir o PL com o PSD para criar um grande partido, mas deu zebra| Foto: Reprodução

Kassab queria fundir o PL com o PSD para criar um grande partido, mas deu zebra| Foto: Reprodução

A repórter Carol Pires, da revista “Piauí”, escreveu uma reportagem, “A morte e a morte do Partido Liberal”, na qual traça um perfil do político goiano Cleovan Siqueira. Apesar de chamá-lo de Policarpo Quaresma (e do título remeter a Jorge Amado), personagem de Lima Barreto, o texto guarda certa empatia. O PL e Cleovan quase foram trucidados pela briga de foice no escuro entre o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e o PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer.

Kassab queria fundir o PL com o PSD para criar um grande partido, para se tornar uma sombra para o PMDB. Era uma jogada dele com anuência da presidente Dilma Rousseff, mas deu zebra. Daí Cunha, Renan Calheiros e Temer “pediram” o escalpo de Cleovan. Não levaram, é claro, porque o país vive tempos democráticos.

No olho do furacão, Cleovan disse ao Jornal Opção que seu objetivo, daqui pra frente, é conseguir o registro do PL e prepará-lo para as eleições de 2016 e 2018. Com seu estilo discreto, afável e respeitoso, Cleovan é um guerreiro, praticamente um templário — quase um jesuíta —, daqueles que não desistem nunca. Ele se emociona, demonstra fragilidade, como notou a repórter da “New Yorker” patropi, mas é, acima de tudo, um resistente ou, diria Euclides da Cunha, um forte.

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