O Jornal Opção conversou com vários integrantes da base do governador Daniel Vilela e do ex-governador Ronaldo Caiado. Fez uma única pergunta a todos: quem largou na pole position para vice do pré-candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela?

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José Mário Schreiner, presidente da Faeg | Foto: Câmara dos Deputados

De acordo com os entrevistados, até pouco tempo a prioridade total de Ronaldo Caiado para vice era — e talvez ainda seja — Adriano da Rocha Lima (PSD). Por considerá-lo altamente preparado e ter perfil de estadista. É o C. Leclerc da política goiana. “Pilota” uma Ferrari.

Porém, com a confirmação da pré-candidatura de Ronaldo Caiado a presidente da República pelo PSD — e tendo conquistado o apoio do líder nacional das Assembleias de Deus, Samuel Ferreira —, é possível que alguma mudança tenha se processado.

Adriano da Rocha Lima: permanece cotado para vice de Daniel Vilela | Foto: Jornal Opção

Hoje, o mais cotado para vice de Daniel Vilela é Luiz Carlos do Carmo, irmão do bispo Oídes José do Carmo. Filiado ao PSD, está napole position, como uma espécie de A. K. Antonelli da política. Ele “pilota” uma Mercedes altamente azeitada (quer dizer, tem forte apelo entre os evangélicos — mais de 30% dos eleitores de Goiás).

O fato de subido nas cotações não significa que já está escolhido. Tanto que as articulações continuam.

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Gustavo Mendanha: ex-prefeito de Aparecida de Goiânia | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção

Veja-se o caso de George Russell — que dizer, José Mário Schreiner (PSD). O presidente licenciado da Faeg continua no páreo. Porque é representante dos produtores rurais, entre os quais o pré-candidato a governador pelo PL, Wilder Morais, tem certa presença, não por ele em si, e sim devido ao bolsonarismo.

Convém, portanto, não retirar Schreiner do páreo. Afinal, ele “pilota” uma Mercedes, quer dizer, a Faeg.

Diz-se que, dadas pressões recentes, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (PRD) teria saído do páreo. Na verdade, não saiu. Políticos experimentados, como Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, sabem que, quanto mais apoios empolgados, melhor.

Por isso Gustavo Mendanha, verdadeiro Lewis Hamilton, pilota uma Ferrari. Quer dizer, está no jogo. Claro que um pouco abaixo dos líderes.

Bruno Peixoto: presidente da Assembleia Legislativa de Goiás | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção

Comenta-se, nos bastidores do governismo, que as intenções de voto de Daniel Vilela, tendo assumido o governo, tendem a melhorar ainda mais. Hoje, lidera, com uma frente ampla —quase 20 pontos percentuais — sobre o segundo colocado, Marconi Perillo, do PSDB.

Se Daniel Vilela passar dos 50%, há quem postule que Adriano da Rocha Lima poderá ser indicado para vice.

Bruno Peixoto, o Lando Norris da McLaren, também está no jogo? Nunca saiu. Porém, quanto mais Daniel Vilela melhora seus índices, mais o presidente da Assembleia Legislativa, do União Brasil, vai ficando no escalão intermediário.

Integrantes da base aliada postulam que, se o deputado falasse e articulasse menos (criaria menos arestas), seria mais forte do que é. Um governista é peremptório: “Bruno Peixoto tem voto. Se precisarem de votos, poderão buscá-lo para vice”. (E.F.B.)