Prefeita de Santa Terezinha diz que PM é quem cuida de câmeras de monitoramento

É crucial entender que os adversários dos cidadãos de bem são os criminosos, os traficantes. É isto que o jornal vem afirmando. A prefeita é uma cidadã de bem

PM em Ação em Santa Terezinha | Foto: Divulgação

A prefeita de Santa Terezinha de Goiás, Karla Cristina Moreira Alves, contesta a nota “Tráfico de drogas transforma Santa Terezinha num ‘morro’ de Goiás”.

A nota diz: “A Prefeitura de Santa Terezinha de Goiás teria desligado o monitoramento das ruas da cidade. As 22 câmeras estariam desligadas”. É a única citação referente à prefeitura. Frisa a prefeita: “A matéria cita que, a Prefeitura de Santa Terezinha convenientemente desligando as câmeras que monitoram as ruas da cidade para colaborar deliberadamente com atividades criminosas”. Como qualquer leigo pode conferir, em nenhum momento o jornal disse o que a prefeita está afirmando. A palavra “convenientemente” não é mencionada sequer uma vez.

A prefeita acrescenta, falando a respeito da prefeitura e tentando interpretar o que o jornal disse (na verdade, não disse): “Que sem se preocupar com possíveis punições, viabiliza ao crime organizado um ‘laboratório’ para ocupar outras cidades”. Mais uma vez, Karla Cristina engana-se. O jornal não diz que o que ela, isto sim, está dizendo. Confira o que o jornal publicou: “A polícia precisa investigar, em nível estadual, o que está acontecendo no município. O crime organizado pode estar usando Santa Terezinha como ‘laboratório’ para ocupar outras cidades”. O que é muito diferente do que aquilo que a prefeita escreveu. O jornal não incrimina a prefeita, até porque não há nenhuma evidência que a ligue aos crimes cometidos. Os traficantes que agem na cidade não têm a ver nem com a prefeita nem com a prefeitura. Acrescente-se que o crime organizado está agindo em algumas cidades e é preciso unir forças para combatê-lo. Ao denunciá-lo, o jornal está fazendo a sua parte. O problema não é a prefeita, que o jornal não acusa, e sim os criminosos — que precisam ser investigados e, em alguns casos, julgados, condenados e presos.

Monitoramento da Polícia Militar em Santa Terezinha | Foto: Divulgação

A prefeita afirma que “todas as câmeras de monitoramento, ficam sob posse da polícia militar no quartel não tendo a prefeitura nenhuma autonomia, sobre manter ou não desligadas”.

A prefeita Karla Cristina diz que o jornal “quis ofender a honra, a dignidade, o nome a reputação da prefeita Karla Cristina”. O jornal esclarece que, ao publicar a notícia — a violência que está ocorrendo na cidade foi narrada por outros jornais —, não teve nenhuma intenção de “ofender” a prefeita (até porque não há nenhum motivo para tal). Tanto que sequer citou seu nome.

O jornal permanece aberto para as manifestações da prefeita e de seus auxiliares, insistindo que os adversários dos cidadãos de bem de Santa Terezinha de Goiás são os criminosos — aqueles que corrompem adolescentes e até os matam. Não é a prefeita, que é uma cidadã de bem. Os criminosos devem ser combatidos. Eles são o problema.