Dependendo do comportamento de Iris Rezende na disputa para o governo em 2018, o vilelismo pode trabalhar a candidata do deputado para prefeito da capital

Daniel Vilela pode bancar Bruno Peixoto e Iris Rezende pode bancar Andrey Azeredo para a disputa da Prefeitura de Goiânia em 2020

Se for possível a reeleição em 2020, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, terminaria o mandato, em 2024, com 91 anos. Por isso o peemedebista começa a articular a sua sucessão. Ele cultiva dois nomes de sua base de aliados — o presidente da Câmara Municipal, Andrey Azeredo, e o secretário Agenor Mariano. No momento, o vereador é o nome prioritário, embora não seja inteiramente do agrado da cúpula do PMDB, porque é considerado mais “irista” do que “peemedebista”. Aposta-se, na corrente irista, que ele representa a renovação e, ao mesmo tempo, uma visão mais técnica da política. Trata-se, a rigor, mais de um gestor do que de um político tradicional.

O deputado estadual Bruno Peixoto é visto pelos iristas como uma espécie de camaleão. “De manhã, é irista. À tarde, dependendo da circunstância, é danielista. À noite, se necessário, vira ‘marconista’”, afirma um deputado. “Iris não tem desapreço por Bruno, mas confia mais em Andrey do que nele.” Portanto, ao saber que não será o candidato irista, Bruno Peixoto está se aproximando, cada vez mais, do presidente do PMDB, Daniel Vilela, que percebe como o “futuro” do PMDB — enquanto Iris Rezende seria o passado. Dependendo de como Iris Rezende se comportar em 2018, os Vilelas, Daniel e Maguito, podem apoiá-lo para prefeito.