Paulo Garcia articula Carlos Soares mas pode aceitar o tucano Anselmo Pereira no comando da Câmara

Anselmo Pereira, Welington Peixoto e Carlos Soares estão no jogo para a presidência da Câmara Municipal

Anselmo Pereira, Welington Peixoto e Carlos Soares estão no jogo para a presidência da Câmara Municipal

O governador Marconi Perillo (PSDB), por enquanto, não articulou com possíveis candidatos a presidente da Câmara Municipal de Goiânia. Um de seus aliados tem conversado com alguns vereadores, mas não se trata de uma articulação, ao menos no momento, muito forte. Já o prefeito Paulo Garcia (PT), preocupado com a governabilidade, saiu a campo e está “negociando” direta e, por intermédio de alguns auxiliares, indiretamente.

No momento, o quadro é o seguinte: um possível candidato do paulo-garcismo conta com 15 vereadores, o que é insuficiente para eleger o presidente da Câmara. A oposição sugere que aglutina 13 vereadores, número também insuficiente para eleger o sucessor do peemedebista Clécio Alves. Para piorar, pelo menos um vereador, Tayrone di Martino, não está inteiramente “fechado” com a oposição. O chamado Bloco dos 7, com sete vereadores, é a chave da eleição. Se apoiar a oposição, esta ganha, saltando de 13 para 20 votos (ou 19, se confirmada a defecção de Tayrone di Martino). Se apoiar a situação, esta ganha — com 22 votos. Per­tencem ao Bloco: Welington Peixoto, Rogério Cruz, Zander Fábio, Divino Rodrigues, Ber­nardo do Cais, Paulo Magalhães e Paulo da Farmácia.

O Bloco, aproveitando-se de sua força desequilibradora, pretende lançar um candidato a presidente, possivelmente Welington Peixoto, do Pros. Irmão do deputado Bruno Peixoto, do PMDB, Welington poderia obter o apoio deste partido. Bruno tem elogiado Iris Rezende para conquistar seu apoio para o irmão. O paulo-garcismo não tem resistência ao seu nome, poderia até apoiá-lo, mas aposta noutros dois caminhos. Um visto como “ótimo” e o outro como o “possível”.

O paulo-garcismo gostaria de ver Carlos Soares, irmão de Delúbio Soares, na presidência da Câmara. Porque, pertencendo à Articulação, é da estrita confiança do prefeito Paulo Garcia. “Carlos Soares é experiente e centrado”, afirma um integrante do Bloco. “Os sete do Bloco preferem apoiá-lo, se não conseguir bancar Welington Peixoto, a Clécio Alves e Célia Valadão, ambos do PMDB.”

O presidente da Câmara, Clécio Alves, está se movimentando. “Clécio Alves fala um português estropiado, mas é leal e defende o prefeito Paulo Garcia. Ele tem tutano”, afirma um paulo-garcista. “Mas tem alguma rejeição. Célia Valadão é considerada séria, mas sem energia para enfrentar uma casa que viverá, nos próximos dois anos, tempos quentes”, sugere o paulo-garcista. O PMDB tem cinco vereadores e, por isso, quer manter o controle da Casa.

Zander Fábio Alves da Costa (PSL) corre por fora, mas articula. Na semana passada, nas proximidades do Café Bandeira, no Setor Bueno, negociava uma aliança com Carlos Soares. “Eu te apoio e você me apoia” — a conversa teve mais ou menos este teor.

Um tucano “de todos os partidos e governos”, Anselmo Pereira, também é cotado. Dos oposicionistas, dado seu pragmatismo, o líder do PSDB é o único aceitável para Paulo Garcia.

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