O equívoco de Major Araújo em relação a um governo que trabalha e é decente

Na falta do que fazer, o deputado fala mal de um governo que age. Enquanto ele falava palavrões, Caiado estava cuidando das rodovias

Nilson Gomes

O major Júnio Araújo não tinha chance de se reeleger na Assembleia e caminhava para mais uma derrota, como a que o deixou suplente de vereador em Goiânia. Restava-lhe uma chance: segurar na fivela do cinto de Ronaldo Caiado e rodar Goiás atrás de votos. Ele agarrou-se fortemente e ganhou a eleição.

Talvez por pensar que daria as cartas, exigiu horrores do governo. Mas a população havia acabado de se livrar dos horrores, inviabilizando as demandas do major.

Insatisfeito porque o governador não atendeu a suas exigências (e ele exige que só um coronel de literatura de cordel), o oficial da reserva cuspiu no prato em que comeu. Taiu Ronaldo Caiado e foi se juntar à bancada do fracassado programa Goiás pra Trás, estrela do governo anterior.

Na campanha, o major não via em Ronaldo Caiado um defeito sequer. Araújo o bajulava de modo até constrangedor. Após ter seus desejos negados, pois queria mais que tudo, negou as aparências, sufocou as evidências e vive fingindo, mas não pode enganar seu coração: traiu mesmo o líder que o manteve no Legislativo.

Desde então, Araújo coleciona as derrotas que deveria ter conseguido nas urnas de 2018. Neste Carnaval, o major abandonado agrediu violentamente a Língua Portuguesa num post em mídia social sobre a interdição da GO-060, próximo a Iporá.

Major Araújo: deputado estadual pelo PSL | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Araújo descumpre o papel mínimo de um parlamentar, que é o de fiscalizar. É uma sucuri para acusar Ronaldo Caiado exatamente como foi uma minhoquinha cega nos governos de Marconi Perillo. A própria GO-060 e o bueiro destruído estavam lá quando Araújo já era deputado. O que ele disse disso? Caladinho, caladinho.

Cadê as ações do major Araújo sobre os milhares de quilômetros de asfalto Sonrisal feito em mandatos anteriores? Quietinho, quietinho.

Cadê a bravura do major contra a bandalheira na Agetop? Mansinho, mansinho.

Cadê o major rosnando contra a corrupção na Saneago até dezembro de 2018? Nada, nada.

Cadê o major criticando a roubalheira na Celg, que culminou na entrega à Enel, seguidas vezes eleita a pior empresa de energia elétrica do País? Apagadinho, apagadinho.

Entre os erros de Português, o major disse no post que Ronaldo Caiado estava parado quanto aos defeitos na GO. O problema (mais um) do deputado: enquanto ele colocava sentido numa mesa de cervejada em chácara de Nova Veneza, o governador estava na rodovia, comandando as obras necessárias para restabelecer o tráfego. A oposição, rarefeita a serviço, não imaginou que Ronaldo Caiado estivesse trabalhando na terça-feira de Carnaval. E, sim, estava, assim como na segunda, no domingo e no sábado.

Outra falha séria para Araújo sanar é o desconhecimento a respeito de trabalho. Há muito tempo o major está fora da lida. Veio da representação classista, onde o serviço ia de mínimo a inexistente. Passou pelas frustradas campanhas eleitorais, até se acertar na Assembleia. Atividade que é bom, mesmo, nada. Deve ser por isso que não reconhece o valor do trabalho do governador: faltam-lhe referências.

Ainda está em tempo de Júnio Araújo voltar para o local de onde não deveria ter saído. Araújo nunca desviou dinheiro público, suas campanhas são limpas, vive dos próprios ganhos e seu patrimônio combina com os rendimentos declarados. Ou seja, é um patinho feio na oposição, que tem uma parte lícita, porém a maioria do contra é mais suja que o lamaçal do desvio na GO-060 (aliás, nem falem em desvio, porque alguns vão querer algum).

Araújo veio da caserna, origem de gente boa, tem de dar valor em quem produz, não correr de cara feia de sindicalista nem fazer de conta que seus novos amigos o ombreiam em probidade.

O que Araújo considera seu curral eleitoral, a Polícia Militar, apoia o governador. Os policiais militares, assim como os civis e o Corpo de Bombeiros, sabem que Ronaldo Caiado se esforça ao máximo para atender a suas demandas. O panorama está mudando e as forças de segurança receberão o que seus méritos conquistaram.

Caiado prestigia as polícias e os bombeiros. Está sempre presente e dando forças. Por que o major Araújo o trata como inimigo? Os policiais são amigos de quem compra suas brigas e briga junto com eles, daí sua consideração ao novo governador.

Caiado está ao lado de quem serve e protege a sociedade. De que lado está o major Araújo?

Deve estar do outro lado do bueiro, mas daqui a pouco a obra será concluída e o deputado poderá se unir a quem o reelegeu.

Nilson Gomes, jornalista, é assessor da Codego.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.