Luís Estevão e Arruda foram presos. O empresário Paulo Octávio está preso. Quem será o próximo?

O empresário Paulo Octávio pretendia disputar mandato de deputado distrital (ou federal), mas sua pretensão parece que foi para o espaço. Com sua prisão na segunda-feira, 2, o acalentado projeto político – uma espécie de retomada, desde o afastamento de José Roberto Arruda – foi para o espaço. O petismo está cada vez mais com a área limpa para seus candidatos em Brasília.

PO, que era percebido como intocável numa capital em que é visto como o príncipe dos empresários – além de casado com uma neta do fundador da cidade, Juscelino Kubitschek –, foi preso na segunda-feira, 2. A prisão foi decretada pelo juiz Wagno Antônio de Souza, da 2ª Vara Criminal de Taguatinga. Investigação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios constatou que o empresário estaria envolvido com “corrupção ativa e falsidade ideológica em documento público”.

Paulo Octávio estaria envolvido em um grande esquema de pagamento de propina para liberar alvarás, inclusive para beneficiar um shopping de sua propriedade em Taguatinga. Gravação exibida pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo, mostra PO dando ordens para um funcionário público sonegar documentos ao Ministério Público. O empresário comporta-se como chefe de fato do servidor público.

O advogado de PO, Marcelo Turbay, garante que a prisão de seu cliente é ilegal. “Paulo Octávio foi preso depois do expediente sem saber os motivos. Ainda não conseguimos a liberação dele”, afirma. Na terça-feira, 3, por ter curso superior – é formado em Direito –, o empresário foi transferido para uma sala do 1º Batalhão de Trânsito da Polícia Militar.

Nas ruas, os brasilienses comentam que, depois da prisão de Luís Estevão, José Roberto Arruda e Paulo Octávio, agora só falta prender o governador Agnelo Queiroz (PT). As pessoas não querem dizer, possivelmente, que Agnelo deve ser preso, e sim que, diante de tantas prisões de gente importante, o governador, que tem sido denunciado como supostamente envolvido em irregularidades, tem de ficar de olho aberto.

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