Leon Deniz pode não ser eleito mas tende a derrotar Lúcio Flávio na disputa pela presidência da OAB

Ante a divisão da situação, tanto Miguel Cançado quanto Djalma Rezende têm chance de ser o próximo presidente da OAB-Goiás

Lúcio Flávio Siqueira, Leon Deniz, Djalma Rezende e Miguel Cançado: os quatro são os nomes mais cotados para a disputa da presidência da OAB; o segundo tende a ser o fiel da balança

Como sugeriu um político, não há cedo em política — só tarde. Por isso, discreta ou acintosamente, alguns advogados começam a discutir a sucessão do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás, Lúcio Flávio de Siqueira. Este é candidato à reeleição, mas há “drummonds” no meio de seu caminho. O principal pode ser Leon Deniz — cujo sonho é presidente a OAB.

Leon Deniz não está rompido 100% com Lúcio Flávio, mas está prestes a romper. Seu grupo alega, em geral, que há problemas. Eleito, o presidente da Ordem teria começado a se comportar como se não precisasse mais de seus aliados, mantendo-os a uma distância asséptica. Isolando-se numa espécie de Olimpo laico, não recebe e não ouve os correligionários — ao menos é o que estes dizem. Teria organizado um grupo restrito, que estaria comportando como se vivesse numa ilha.

Se candidato, Leon Deniz pode até não ser eleito. Mas, dividindo o grupo e os votos, pode contribuir, de maneira decisiva, para uma possível derrota de Lúcio Flávio. Há quem, no grupo deste, chame Leon Deniz de “o nosso cavalo de Troia”.

Numa disputa com três nomes — por exemplo, Miguel Cançado (o que mais agrega a oposição, mas, até agora, não se manifesta muito interessado no pleito), Leon Deniz e Lúcio Flávio —, é até possível que o presidente da OAB supere Leon Deniz. Mas, com a divisão, os dois podem se tornar espécies de cabos eleitorais indiretos de Miguel Cançado ou de outro integrante da OAB Forte.

Com uma possível crise instalada no grupo de Leon Deniz e Lúcio Flávio — frise-se que, apesar de não ter poder, o grupo do primeiro é mais articulado e, quem sabe, até maior —, e se Miguel Cançado não quiser disputar (embora seja o objeto de desejo de 101% dos integrantes de seu grupo), Djalma Rezende, com sua capacidade de montar uma estrutura gigante, pode acabar sendo eleito.

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