José Uilton é pré-candidato pelo PT a prefeito de Porangatu e critica bolsonarismo local

“A campanha se dará entre os progressistas do PT e o conservadorismo de Pedro Fernandes, Eronildo Valadares e Márcio Luis”

José Uilton, ex-presidente da Câmara Municipal de Porangatu: “O PT vai nacionalizar a campanha — nós contra o bolsonarismo” | Foto: Valcir Araújo

José Uilton Nascimento Oliveira disse ao Jornal Opção que será candidato a prefeito de Porangatu. Pelo PT.

Político articulado, o ex-vereador José Uilton diz que há dois projetos políticos em Porangatu. “De um lado, o PSDB e seus dissidentes, quer dizer, Pedro Fernandes, do PSDB, e Eronildo Valadares, do MDB, mas que pertenceram ao mesmo grupo. Ideologicamente, são parecidos. Do outro lado, estamos nós do PT, com um projeto democrático, progressista. O nosso projeto é avançado, com o objetivo de melhorar a renda do povo. O projeto da direita bolsonarista não é popular, é elitista. Nós vamos nacionalizar a campanha — será entre quem apoia o presidente Jair Bolsonaro e o PT. Pedro Fernandes, Eronildo Valadares e Márcio Luis da Silva são bolsonaristas. Os três, ao apoiarem um governo de direita e não-popular, estão contribuindo para tentar iludir os brasileiros.”

Márcio Luiz da Silva e Pedro Fernandes: “Políticos que comungam os mesmos ideais conservadores e são pró-Bolsonaro” | Foto: Reprodução

O advogado Márcio Luis da Silva, sem partido, está se apresentando como alternativa. O que o sr. pensa de sua candidatura? “A família de Márcio Luis apoiava o PSDB, mas, sem espaço político para se encaixar, decidiu romper. No fundo, tucanos e Márcio são do mesmo grupo”, assinala José Uilton. “Marcos da Silva é irmão do Márcio e sempre apoiou o PSDB de Júlio da Retífica e Pedro Fernandes. Marcos, por sinal, levou a campanha de Bolsonaro para Porangatu e usa adesivo de sua campanha até hoje. Márcio, o caçula da família, mora na cidade há cerca de 10 anos e não tem força política. Mas o pessoal da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Porangatu decidiu colocar seu nome no jogo. Ele foi presidente da Aciap. É advogado e pega as causas de lojistas para receber contas e executa o pessoal que deve. Isto, quando divulgado na campanha, vai pegar mal para o Márcio. Há também o fato de que a Aciap foi contra Porangatu ter uma unidade do Procon. Márcio terá de explicar por qual motivo, como presidente da Aciap, foi contra Porangatu ter o Procon.”

Ronaldo Caiado e Eronildo Valadares: “Ex-prefeito desprezou o MDB” | Foto: Reprodução

O petista informa que, “de 2008 para cá, só três partidos disputaram eleição para prefeito — PSDB, MDB e PT. Eu, por exemplo, fui candidato em 2008. Nós rompemos com o MDB. No momento, a terceira via está colocada. O MDB e o PSDB estão desfigurados. O PSDB não deve lançar candidato em 2020, porque o prefeito Pedro Fernandes anunciou que está deixando o partido. O MDB recebeu o desprezo de Eronildo Valadares, que agora se coloca como candidato do DEM do governador Ronaldo Caiado. Portanto, o MDB também tende a não lançar candidato a prefeito”.

José Uilton assinala que o PT participa das eleições de Porangatu desde 1988, quando lançou candidato a prefeito pela primeira vez. “O PT é democrático e sempre coloca seu projeto em debate com a sociedade. Nós temos projetos para moradia, lazer, empreendedorismo, entre outros.”

O PT pode compor com algum outro partido? “Sim, podemos compor. Mas queremos compor com partidos que comunguem do nosso pensamento democrático, popular e social. Não somos donos da verdade. Mas existe um palanque do qual o PT não abre mão: o do anti-bolsonarismo e o do Lula Livre. O segundo palanque existe em Porangatu? Por enquanto, só o do PT”, frisa José Uilton. “A linha do Bolsonaro está em colapso, basta verificar o que sai na imprensa todos os dias e o que o povo está dizendo nas ruas. O país não melhorou e a economia vai mal.”

Como o sr. avalia a gestão do prefeito Pedro Fernandes? “Para ficar ruim precisa melhorar. Para determinados políticos, a cidade fica sempre em segundo lugar. Hoje, a economia de Porangatu está perdendo para Gurupi (Tocantins), Alto Horizonte e Uruaçu. Nós temos potencial de minérios, mas nada é explorado. Parte dos empreendedores locais pensa só em commodities, sem entender que é preciso desenvolver a cidade para todos, não apenas para determinados grupos de políticos e empresários. Nós tínhamos chances, mas não viramos polos de saúde e universitário. Por falta de visão política e administrativa. A distribuição de renda em Porangatu é um horror, pode-se falar que há, isto sim, distribuição de pobreza. A cidade está precisando de um prefeito de Porangatu, não de gente que vem de fora e acha que é dona da cidade.”

José Uilton tem 48 anos e trabalha no Banco do Brasil há 34 anos.

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