José Lourenço vai enfrentar oposição mais agressiva na disputa pelo comando da Coapil

A situação afirma que cooperativa é sólida graças a José Lourenço. Oposição diz que há cooperados que são privilegiados

Donizete Cabrito é cotado para presidente da Coapil

A Cooperativa Agropecuária Mista de Piracanjuba, fundada em 1968, é uma potência. A Coapil tem 1.485 associados e 232 funcionários. Seu portal informa: a cooperativa “mantém em operação as unidades constantes de: farmácia veterinária, posto de combustíveis, fábrica de rações e sal mineralizado, supermercado, posto de recepção de leite, armazém feral constituído de 4 silos graneleiros com capacidade total para 400.000 sacas de grãos, que atende em parte a demanda dos produtores de grãos, especialmente de soja, que atualmente é uma atividade em alta no nosso município”. O salário de seu presidente —  José Lourenço de Castro Filho  — é de 28 mil reais. O poder da Coapil chega a ser maior do que o de algumas prefeituras de Goiás e do Brasil. No final de novembro serão realizadas as eleições para a renovação (ou não) do comando.

Leandro Romano é vereador e pode disputar a presidência da Coapil

O deputado estadual eleito Amauri Ribeiro (PRP), ex-prefeito de Piracanjuba, gostaria de disputar a presidência da Coapil. Mas está impedido. Porque há uma cláusula do estatuto de que quem fez críticas à cooperativa não pode dirigi-la. Por isso, ele deve apoiar um candidato para enfrentar o presidente José Lourenço. Há dois nomes considerados fortes pelos cooperados: Donizete Cabrito, agropecuarista milionário, e o vereador Leandro Romano. Um deles deve ser bancado pelo ex-prefeito.

José Lourenço (centro) quer permanecer no comando da Coapil

Donizete Cabrito e Leandro Romando já disputaram a presidência da Coapil e foram derrotados por José Lourenço, que todos chamam de “presidente vitalício”. A oposição vai atuar de maneira agressiva nas críticas, mas não pretende desrespeitar José Lourenço.

Um cooperado da situação é enfático: “José Lourenço é o responsável pelo fato de a Coapil ser vitoriosa, estável e respeitada. Quanto aos dois oposicionistas basta dizer que são ‘fregueses’ de José Lourenço. O ex-prefeito quer dirigi-lo por intermédio de prepostos? Se for, isto é inaceitável”.

A Coapil tem supermercado

Cooperados comentam que há privilégios que precisam acabar na Coapil. “José Lourenço é um líder trabalhador e decente. Mas há problemas na cooperativa que precisam ser resolvidos. Um cooperado deve cerca de 1,5 milhão de reais, não paga e fica por isso mesmo. Uma nova diretoria provavelmente terá coragem de resolver o problema. A cooperativa tem de beneficiar todos os cooperados, mas não deve privilegiar um ou outro”, afirma um cooperado.

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