José Dirceu e Delúbio Soares devem bancar Luis Cesar Bueno para governador de Goiás pelo PT
25 abril 2026 às 21h14

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No encontro nacional do PT em Brasília, com 600 delegados de todo o Brasil, políticos de Goiás foram sondados sobre o candidato do partido a governador. Nenhum dos ouvidos disse ter certeza do nome.
Mas o pessoal mais próximo ao presidente Lula da Silva insiste que o grande nome para o governo — até para tentar ajudar na reeleição do petista-chefe — é o da deputada federal Adriana Accorsi. Só que a parlamentar insiste que não será candidata a governadora, e sim à reeleição.

Então, alguns petistas nacionais, os atentos às coisas de Goiás, eventualmente perguntavam sobre a “evangélica de esquerda” Aava Santiago. Filiada ao PSB, a vereadora de Goiânia é vista em Brasília como próxima de Lula da Silva e, inclusive, da primeira-dama Janja.
Petistas, ouvidos pelo Jornal Opção, sustentam que Aava Santiago não será candidata a governadora apoiada pelo PT. Postulam que será candidata a deputada federal. Mas um petista acrescentou: “Ela deveria disputar o governo. Porque tende a perder para deputada federal e, pelo que se sabe, perderá o mandato de vereadora, sob acusação de infidelidade partidária [saiu do PSDB sem autorização]. Se for derrotada para governadora, numa aliança com o PT, poderá conquistar um cargo importante no governo federal, como a presidência de Sudeco”.

No momento, o PT tem três nomes para disputar o governo: o advogado Valério Luiz Filho, o jornalista Cláudio Curado e o ex-deputado Luis Cesar Bueno. Eles estão inscritos como pré-candidatos. No PT, diga-se, leva-se a sério tais inscrições.

Em Brasília, um petista disse ao Jornal Opção: “Anote o seguinte e me cobre depois — o candidato a governador de Goiás pelo PT será Luis Cesar Bueno. Primeiro, porque conta com o apoio do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro nacional do PT Delúbio Soares, ambos figuras de proa e históricos do PT. Segundo, depois de Adriana Accorsi e Rubens Otoni, é um dos políticos mais influentes e gabaritados do PT no Estado. Terceiro, ao contrário da deputada, ele quer disputar, está com vontade. Quarto, não tem arestas no partido”.

Porém, se depender exclusivamente de Adriana Accorsi, e não dependerá, o nome do candidato será outro — Valério Luiz Filho. Trata-se do nome da renovação. Mas o PT se tornou um partido tradicionalista, com escasso espaço para a juventude. (E.F.B.)

