Jorcelino Braga tenta “retomar” a vice de Iris bancando Milton Mercês na Câmara de Goiânia

O PRP perdeu um vice e agora tenta “eleger” outro vice para Iris Rezende no Legislativo municipal. É quase impossível, mas reabre o jogo

Jorcelino Braga, Elias Vaz e Milton Mercês: jogada para reduzir força do prefeito eleito, Iris Rezende, na Câmara Municipal de Goiânia

Jorcelino Braga, Elias Vaz e Milton Mercês: jogada para reduzir força do prefeito eleito, Iris Rezende, na Câmara Municipal de Goiânia

Com a renúncia do Major Araújo (PRP), que se recusa a ser vice de Iris Rezende em Goiânia, o vice passa ser o presidente Câmara Municipal. Eram praticamente favas contadas que o peemedebista faria o chefão do Legislativo, dada a força da caneta de prefeito, que pode oferecer várias vantagens, como cargos e obras nos bairros dos vereadores aliados. Entretanto, com o “afastamento” do vice eleito, os ânimos e brios das oposições aparentemente se reacenderam. Aliás, não só das oposições. Há aliados de Iris Rezende que começam a articular para desafiá-lo.

O presidente do PRP, o empresário e marqueteiro Jorcelino Braga, opera nas sombras, e com certa habilidade. Primeiro, bancou o Major Araújo — que deputados peemedebistas agoram chama, desrespeitosamente, de Major Caramujo, porque o esconderam no segundo turno — na vice de Iris Rezende. Segundo, como a articulação anterior naufragou, começou a articular, ao lado de Elias Vaz, o vereador Milton Mercês (PRP) para presidente da Câmara. Noutras palavras, planeja “indicar” o segundo vice de Iris Rezende.

Jorcelino Braga não é uma presença forte na Câmara, mas, aliado a Elias Vaz — possivelmente, o mais articulado dos vereadores —, ganha musculatura. Tanto para tentar eleger o presidente do Legislativo quanto para influenciar a formatação da mesa diretora.

Milton Mercês tem chances reais? Talvez não. Mas sua presença na disputa força Iris Rezende a reabrir seu jogo. No momento, o peemedebista avalia, acertada ou erradamente, que é capaz de eleger uma pedra para dirigir a Câmara Municipal. Seu nome preferido continua sendo o de Andrey Azeredo, do PMDB. Por três motivos. Porque é tido como leal. Segundo, porque é apontado como servil. Terceiro, porque é visto como gestor eficiente. O irismo de carteirinha até aceita Clécio Alves, dada sua experiência na Câmara, mas não o quer. Assim como rejeita Wellington Peixoto, visto como “negociador” em demasia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.