A escolha de Jacqueline Zaiden (PSDB) como vice de Marconi Perillo (PSDB) não teria produzido, até o momento, o efeito eleitoral esperado em Rio Verde, principal polo do agronegócio no Sudoeste goiano. A avaliação de um interlocutor com trânsito político na região é de que a empresária, apesar de ser reconhecida e pertencer a uma família tradicional da cidade, não possui uma atuação política e social capaz de transferir votos para a chapa.

Segundo essa leitura, Jacqueline é uma pessoa reservada e teria pouca participação na vida comunitária de Rio Verde. A fonte afirma que sua presença em segmentos organizados da cidade, inclusive no agronegócio, não seria suficiente para caracterizá-la como uma liderança política do setor. O argumento é que sua ligação com o agro estaria mais associada à atuação do marido do que a uma militância própria no segmento.

O diagnóstico feito à coluna é direto: Jacqueline não teria agregado eleitoralmente à candidatura de Marconi e, na avaliação da fonte, sua escolha teria provocado mais desgaste do que votos em Rio Verde.

Do outro lado, o grupo de Daniel Vilela (MDB) estaria bastante consolidado na cidade. A previsão do interlocutor é de uma vitória folgada do governador em Rio Verde, atribuída principalmente à força política do prefeito Paulo do Vale (PSD), à atuação de lideranças locais e à avaliação positiva da gestão municipal.

A leitura é de que a influência de Rio Verde extrapola os limites do município. Como principal cidade do Sudoeste e uma das maiores referências do agronegócio goiano, o desempenho eleitoral na cidade costuma produzir reflexos sobre municípios vizinhos.

O interlocutor também avalia que a antiga rivalidade política entre municípios do Sudoeste perdeu força e deu lugar a uma articulação regional mais integrada. Nesse cenário, Daniel Vilela, por sua origem em Jataí e pela presença política construída na região, estaria conseguindo capitalizar esse ambiente.

A avaliação, portanto, é que o Sudoeste chega à eleição mais alinhado em torno de Daniel, enquanto Marconi, apesar de ter escolhido uma representante de Rio Verde para a vice, ainda não teria conseguido transformar a presença de Jacqueline Zaiden em capital eleitoral na cidade.

A questão que fica para a campanha tucana é justamente essa: ter uma vice de Rio Verde será suficiente para conquistar o eleitorado da capital do agronegócio? Pelo que se ouve hoje nos bastidores da política local, a resposta ainda é não. (G.C)