A reclamação é geral no Partido Comunista do Brasil dos Lemos (PCdoBL). A estrutura do partido, na campanha deste ano, foi praticamente colocada à disposição da família Lemos — leia-se Isaura Lemos, candidata a deputada estadual, e Tatiana Lemos, candidata a deputada federal. Os demais ficaram a ver navios. Não. É muito. Ficaram a ver barquinhos de papel.

O PC do B, sob o comando de Isaura Lemos e Euler Ivo — espécie de Madame Mao e e Mao Tsé-tung do Cerrado —, foi inteiramente feudalizado. Não há espaço para quem não comunga com as ideias do casal. Em Goiás, pelo menos, o PC do B aceita a prática do nepotismo e da familiocracia. Mesmo assim, continua discutindo mudança social.

Candidata a deputada estadual, se não fosse o apoio de abnegados como Aldo Arantes, Luiz Carlos Orro, Denise Carvalho, Marcão da Banca, Lúcia Rincon — comunistas consistentes, íntegros e históricos — e de um grande grupo de jovens universitários, a líder estudantil Deborah Evellyn, jovem de ideias sólidas em defesa da transformação social, nem mesmo teria conseguido fazer sua campanha.

Uma pena, porque Deborah Evellyn é o símbolo da renovação do PC do B, o verdadeiro. Orro, Denise, Aldo, Marcão da Banca, Lúcia, Romualdo Pessoa vão acabar entendendo que ou arrancam os Lemos do PC do B ou eles acabam com o partido, que tem uma história de seriedade e luta pelas causas sociais — e não por causas familiares.

Se as coisas continuarem como estão, até o cachorrinho Totó, da família Lemos, vai conseguir um cargo no comitê estadual do partido.