Aliado do ex-deputado José Mário Schreiner, do PSD, um dirigente da Adial disse, numa entrevista para um jornal de Goiânia, que o governador de Goiás, Daniel Vilela — pré-candidato à reeleição pelo MDB —, não pode repetir seu pai, Maguito Vilela.

Em 2020, Maguito Vilela aceitou Rogério Cruz, a indicação do partido Republicanos, para vice. Logo depois de eleito, o pai de Daniel Vilela morreu. Assumiu o vice Rogério Cruz.

Na prefeitura, durante quatro anos, Rogério Cruz foi um fracasso absoluto. Ele não administrou a cidade — tanto que o prefeito Sandro Mabel, do União Brasil, trabalha, dia e noite, para reorganizar o município, que estava ao deus-dará.

Por que algumas pessoas reclamam de Sandro Mabel? Pelo fato de que agora Goiânia tem, de fato, prefeito.

Resistência de Rio Verde e dos evangélicos

Ao fazer o comentário, o dirigente do Adial estava defendendo José Mário Schreiner como única alternativa para a vice de Daniel Vilela na disputa que se dará daqui a três meses e alguns dias.

Qual é o texto subliminar da fala do líder da Adial? Simples: os demais cotados para vice de Daniel Vilela — Adriano da Rocha Lima (PSD) e Luiz Carlos do Carmo (PSD) — “não” são competentes. Eles “simbolizam” o novo Rogério Cruz.

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Luiz Carlos do Carmo, Oídes José do Carmo, Paulo do Vale e Lucas do Vale: aliança forte entre evangélicos e líderes políticos e empresariais de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás | Foto: Divulgação

Para além da falta de cortesia com Adriano da Rocha Lima — ligadíssimo ao ex-governador Ronaldo Caiado — e com Luiz Carlos do  Carmo, ligado à respeitada Igreja Assembleia de Deus, a fala do dirigente da Adial poderá se tornar um tiro no pé (ou talvez no peito) de José Mário Schreiner.

Não há dúvida de que José Mário Schreiner permanece na fila para ser vice de Daniel Vilela, apesar da resistência do maior grupo político do Sudoeste de Goiás — o do ex-prefeito Paulo do Vale (PSD), do deputado estadual Lucas do Vale (PSD) e o do prefeito Wellington Carrijo (MDB). O presidente licenciado da Faeg é mesmo um nome consistente. Há quem postule que, antes da fala desastrosa do “amigo” — que se comportou como “inimigo” —, estava praticamente escolhido para vice.

Agora, além da resistência do grupo de Paulo do Vale, José Mário Schreiner desgastou-se, por causa do dirigente da Adial, com a Igreja Assembleia de Deus.

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Adriano da Rocha Lima: o executivo é o nome preferido do ex-governador Ronaldo Caiado | Foto: Jornal Opção

Pedro Salles e Bruno Peixoto

Irritado, Luiz Carlos do Carmo gravou um vídeo — por sinal, bem-feito —e o divulgou intensamente nas redes sociais.

No vídeo, Luiz Carlos do Carmo mostra-se como empresário bem-sucedido, da área de calcário, e informa que lida com produtores rurais. Foi um recado direto para José Mário Schreiner (do tipo: “Tenho experiência com gestão”). E, claro, para a Adial, que agiu de maneira pouco respeitosa com um empresário. O dirigente agiu mais como militante do grupo do ex-deputado federal do que como líder dos empresários.

Pedro Sales: pré-candidato a deputado federal pelo PSD | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção

Adriano da Rocha Lima não se manifestou. Porém, no entorno do pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, a fala do dirigente a Adial não pegou nada bem.

A respeito da “novela” da vice, quase um pastelão mexicano, o nome de Pedro Salles (PSD), pré-candidato a deputado federal, voltou a circular como provável vice.

O nome do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, do União Brasil, também voltou a ser mencionado. (E.F.B.)