É quase certo que Vanderlan e Friboi (ou Iris) vão enfrentar Marconi. A dúvida é se Gomide permanece no páreo

Iris Rezende quer subordinar Júnior Friboi e este quer subordinar aquele | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Iris Rezende quer subordinar Júnior Friboi e este quer subordinar aquele | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Até pouco tempo, todos avaliavam que seria fácil derrotar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Parece que a euforia durou pouco. Hoje, embora não considere que é impossível derrotá-lo, a maioria dos pré-candidatos admite que é muito difícil. Há várias teses sobre como desafiá-lo. Há os que consideram que vão deixar para tentar derrotá-lo no segundo turno, quando, em tese, todos vão se juntar para enfrentá-lo.

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), desenvolveu a tese de que, quanto mais candidatos no páreo, mais fácil será levar a disputa para o segundo turno. O peemedebista, espécie de cérebro da pré-campanha de Júnior Friboi, propõe que o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), deve ser candidato a governador. Porque, como Anápolis tem sido uma das bases para Marconi ganhar eleições, Gomide dividirá os votos, com a tendência de superar o tucano-chefe ao menos no município. Maguito percebe o petista como um possível elemento desestabilizador do tucano-chefe.

Um apoiador de Vanderlan Cardoso disse ao Jornal Opção que, aconteça o que acontecer, o líder do PSB vai disputar a eleição e aposta que ele vai polarizar com Marconi. Na sua opinião, o socialista é o único que, no momento, está fazendo críticas consistentes à gestão do tucano. Chega a dizer que não entende porque as críticas de Friboi e, mesmo, de Iris Rezende — que avalia Marconi mais como inimigo do que como adversário — são tão cautelosas e perfunctórias. Cardoso sustenta que vai levar o debate para a campanha e a discussão sobre os mitos do governo tucano. O tucanato gasta muito, faz estardalhaço e faz pouco, na opinião do pré-candidato.

Iris Rezende insiste que não vai “atropelar” Friboi e que vai esperar sua viabilização eleitoral e que, em junho, toma uma decisão: se será candidato ou não. O mercado persa da política garante que o ex-prefeito de Goiânia só pensa naquilo… quer dizer, na candidatura a governador e que estaria dirigindo pessoalmente as manifestações de peemedebistas que afirmam apoiá-lo. Iris quer ser aclamado? Quer. Mas suas últimas movimentações indicam que, se necessário, vai partir para um enfrentamento mais cáustico com Friboi.

Na semana passada, indiferente às informações divulgadas pelo irismo — de que havia jogado a toalha e aceitado ser vice —, Friboi estava negociando novos apoios no interior. Chegou a pedir aos seus aliados para não confrontar Iris. Depois de um período de arrogância, agora diz que ganha de Iris em quaisquer instâncias — prévias e convenção —, mas admite que não tem qualquer chance de ser eleito se perder o apoio do líder histórico.

A tendência, a se avaliar pelo quadro atual, é que as urnas de 5 de outubro deste ano, na seção de candidatos a governador, apresentam os nomes de Marconi, Friboi (ou Iris), Vanderlan, Gomide, Marta Jane (PCB) ou Cláudio Maia (PSOL).

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