“Os eleitores vão observar com atenção os candidatos apontados como ‘limpos’. Mas quem não for ético vai se ‘queimar’ eleitoralmente”

Diretor do Grupom, Mario Rodrigues Filho diz que institutos buscam novos modelos | Foto: Jornal Opção

O diretor do instituto de pesquisa Grupom, Mário Ro­drigues, afirma que o peso do tema “ética” vai ser decisivo na disputa eleitoral de 2018. “Os eleitores vão observar com atenção, possivelmente optando por eles, os candidatos que são apontados como ‘limpos’. Mas quem falar em ética, e não for ético, vai se ‘queimar’ eleitoralmente. O eleitorado não perdoa mais enganadores.”

Pesquisador atento, Mário do Grupom, como é conhecido, afirma que acompanha análises publicadas na imprensa e surpreende-se com aquilo que chama de “pequenos equívocos que tendem a se tornar grandes”. “Não procede que, no momento, exista candidato consolidado a governador. Pode-se falar, isto sim, em postulantes mais conhecidos, como Ronaldo Caiado (DEM) e Maguito Vilela (PMDB), e menos conhecidos, como Daniel Vilela (PMDB) e José Eliton (PSDB). O quadro político está aberto, pois os eleitores, se observam os posicionamentos e movimentações, não se definem agora.”

Mário Rodrigues sublinha que o desgaste dos políticos profissionais é crescente. “Os eleitores estão com raiva dos políticos e tendem a tratar todos como se fossem iguais. Por isso a rejeição dos políticos é crescente. Mas ter rejeição, inclusive relativamente alta, não significa que determinado político não tem chance de ganhar uma eleição. Às vezes a rejeição, paradoxalmente, deriva mais de ‘desconhecimento’ do que de ‘desgaste’ do político. Em 2018, a tendência é que se elejam políticos que combinarem um discurso ético verdadeiro com programas de governo realistas, sérios e consistentes. Os eleitores não acreditam mais em propósitos miraculosos.”