O deputado federal Fábio Sousa (PSDB) afirma que ficar contra a Netflix e o WhatsApp e tentar controlá-los, como sugere o ministro das Comunicações, é um contrassenso. “Só ditaduras tentam controlar a internet. Governos democráticos não devem patrocinar a censura.” O parlamentar tucano diz que o governo deveria explicar o que faz com os fundos das telecomunicações. São mais de 60 bilhões em dez anos. “Trata-se de uma pedalada legalizada?”, questiona.

Sobre a presidente Dilma Rousseff, do PT, Fábio Sousa diz que se trata de “uma novela”. O presidente do Senado, Renan Calheiros, deu-lhe uma sobrevida, ao servir de contraponto ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Porém, “parecendo que não está entendendo a crise brasileira, que atinge a todos, cortando empregos e levando empresas à falência, Dilma inventa a volta da CPMF”. É falta de bom senso, sugere, “criar ou aumentar impostos numa fase de retração da economia”.

Fábio Sousa está incluído entre os pré-candidatos a prefeito de Goiânia pelo PSDB. “Sou paciente e tranquilo. Não forço a barra. Até porque sei que aquilo que se decidir hoje, a mais de um ano das eleições, dificilmente vai valer para o próximo ano. O quadro pode se modificar inteiramente.”

O deputado-delegado Waldir Soares fica no PSDB? “Ele é meu colega em Brasília e tem dito que, se não conseguir ser candidato, sai no final de setembro do PSDB.”

O deputado Alexandre Baldy, com o qual Fábio Sousa diz ter empatia, “deve disputar a Prefeitura de Anápolis. Sinto que está motivado e que tem um trabalho articulado na cidade. Mas o sonho dele é ser governador de Goiás”.

Aparecida de Goiânia tem o segundo maior eleitorado de Goiás, mas o PSDB não consegue lançar um nome consistente para prefeito. “Dos 60 mil votos que obtive na Grande Goiânia 10 mil são oriundos de Aparecida. Mas nós, do PSDB de Goiânia, não podemos ser arrogantes e bancar candidatos no município. O partido tem dois vereadores na cidade, a delegada Cybelle Tristão e Manoel Nascimento, e devemos deixar que lancem candidatos locais.”

Para Fábio Sousa, o governador Marconi Perillo é um gestor “diferenciado”. “Criativo e trabalhador, Marconi organizou o Estado e, por isso, a crise tem menor impacto em Goiás.”