O ex-líder do DEM vai tentar retomar o mandato de senador, mas já está sendo disputado pelo menos por seis partidos políticos

Demóstenes Torres: o retorno | Foto: André Correa/ AGPT

O ex-senador Demóstenes Tor­res, absolvido pela Justiça, deve voltar a disputar eleições, possivelmente já em 2018. Antes, vai tentar retomar o mandato de senador — hoje exercido pelo empresário Wilder Morais, do PP. Não será fácil reavê-lo, mas, ao mesmo tempo, não é impossível.

Se voltar a ser senador, com a imagem limpa pela Justiça, Demóstenes Torres estará credenciado para disputar o Senado em 2018. Mesmo se não reconquistar o mandato, tem chance de disputar uma vaga tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. O deputado estadual Henrique Arantes disse ao Jornal Opção que o deputado federal Jovair Arantes convidou-o a se filiar ao PTB, com as portas abertas para disputar ser candidato a senador ou a deputado.

Demóstenes Torres disse ao Jornal Opção que pretende disputar mandato. A prioridade é a volta ao Senado, mas não descarta postular mandato de deputado federal. “Dependerá do quadro político”, afirma. Pelo menos seis partidos disputam o passe político do ex-senador.

É provável que Demóstenes Torres fique na história da política brasileira como uma das maiores vítimas do jogo pesado do PT. O ex-presidente Lula da Silva jogou duro para destruir tanto o governador Marconi Perillo quanto o ex-senador.

A perseguição implacável a Demóstenes Torres se deve ao fato de que fazia o enfrentamento ideológico, como uma voz conservadora abalizada — o que o Congresso não tem hoje (Jair Bolsonaro está reduzindo o conservadorismo à truculência, quando, na verdade, não são sinônimos) —, com o petismo. Competente e articulado, muitas vezes ganhava os debates dos senadores do PT e de seus aliados.

O problema com Marconi se deve ao fato de que o governador confirmou à imprensa que havia alertado Lula da Silva, quando este era presidente, da existência do mensalão. O petista-chefe jurou vingança eterna e fez o impossível para destruir o tucano goiano. Não conseguiu devido ao fato de que Marconi Perillo, por ser articulado, conseguiu se defender de maneira competente. Demóstenes Torres, sem o amparo de um grupo no Senado, nem mesmo do DEM, que o traiu, sucumbiu.