Delegado Waldir diz que, se Rodrigo Maia for pro PSL, Bolsonaro terá de procurar outro partido

O deputado de Goiás planeja presidir a Comissão de Constituição e Justiça e afirma que liderança de Major Vitor Hugo pode ser provisória

O deputado federal Delegado Waldir Soares, presidente do PSL em Goiás, disse ao Jornal Opção que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu uma pacificação no partido. Assim, foi trabalhada a indicação do presidente do PSL, Luciano Bivar, para primeiro-secretário da Câmara dos deputados. Major Vitor Hugo assumiu a liderança do partido.

Delegado Waldir, deputado federal e presidente do PSL em Goiás| Foto: Divulgação

Mas Bolsonaro irá se filiar ao PSL? “Não posso dizer que o presidente se filiará ao PSL. No momento, nós estamos dialogando com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia para que se filie ao PSL. Com Rodrigo viriam seu pai, vereador César Maia, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o secretário da Fazenda da Prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo, e o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia. Deputados e prefeitos de vários Estados também pretendem se filiar ao partido. Portanto, há dois cenários — um com Bolsonaro e outro com o grupo de Rodrigo Maia”, afirma Delegado Waldir.

Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados | Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Mas Rodrigo Maia pode sair do Democratas sem perder o mandato, considerando que não há janela partidária agora? “De fato, não há janela. Mas o presidente do Democratas, ACM Neto, deu garantia de que Rodrigo poderá sair em paz, porque não se sente mais confortável no partido.” A filiação do ex-presidente da Câmara e deputado pelo Rio de Janeiro poderá ocorrer nos próximos dias.

Major Vitor Hugo permanecerá na liderança do PSL na Câmara dos Deputados? “No momento, sim, é o líder. Mas, quanto à sua liderança, há divergências no seu próprio grupo e, claro, há no nosso.” Delegado Waldir frisa que a constituição de um novo relacionamento vai depender da definição dos comandos da Comissão de Constituição e Justiça e da comissão que discute o Orçamento. “Nós estamos conversando. Nós, que temos 53 deputados, queremos gerir a Comissão de Constituição e Justiça ou a do Orçamento. Sou candidato a presidir a CCJ. Serei indicado pelo governo ou então irei para a disputa como candidato avulso.”

Jair Bolsonaro e Luciano Bivar: diálogo está aberto | Foto: Reprodução

Janela partidária

Delegado Waldir afirma que, com a janela partidária, em 2022, a tendência é que Major Vitor Hugo e demais aliados de Bolsonaro deixem o PSL e busquem filiação noutros partidos. “Isto se dará, claro, se Bolsonaro não voltar ao PSL.” A ideia de se criar o partido Aliança pelo Brasil (que não saiu do papel) é vista pelo deputado federal como “estelionato eleitoral”. “A fundação do Aliança não aconteceu e não irá acontecer. O Congresso fez uma série de mudanças com o objetivo de reduzir o número de partidos; portanto, ‘venderam’ terreno na Lua para eleitores e políticos. O pessoal de Bolsonaro irá, provavelmente, para o Republicanos, Progressistas ou Patriota.” O parlamentar admite que não está descartada a permanência no PSL, se Bolsonaro se refiliar ao partido. “Mas tudo depende de Rodrigo Maia. Se o deputado se filiar ao PSL, Bolsonaro e seu grupo terão de se vincular a outro partido.”

Major Vitor Hugo: irá para onde Bolsonaro for | Foto: Reprodução

Inquirido sobre as privatizações do governo Bolsonaro, Delegado Waldir afirma que, no momento, a equipe do ministro Paulo Guedes está mais interessada na privatização da Eletrobrás — “que está na ordem do dia”. “Depois, com a demissão de funcionários e fechamento de agências, pode-se privatizar o Banco do Brasil.” O deputado sublinha que a privatização dos Correios também pode sair.

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