De olho em 2018, políticos devem buscar o PP de José Eliton

Provável saída de Marconi para disputar Senado ou cargo majoritário nacional deixa governo com José Eliton, que vira candidato natural ao posto | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Provável saída de Marconi para disputar Senado ou cargo majoritário nacional deixa governo com José Eliton, que vira candidato natural ao posto | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Pelas salas do Palácio Pedro Ludovico Teixeira já surgem os comentários que devem delinear o futuro político de Goiás. Dizem que o secretário de Desenvolvimento e vice-governador, José Eliton (PP), “está em todas”. Tem se esforçado ao máximo para mostrar serviço e com razão: para quem entende de política, 2018 já começou.

Mostrar serviço é o que levará José Eliton a se firmar como o candidato da base nas próximas eleições ao governo. É certo que o governador Marconi Perillo (PSDB) deverá deixar o mandato no início de 2018 para disputar o Senado ou — se os planos derem certo — um cargo majoritário nacional: a presidência ou a vice.

Dessa maneira, durante nove meses, José Eliton será efetivamente o governador de Goiás, o que dá a ele muita força, mas não lhe garante a vitória. É preciso manter a base unida e, para isso, é preciso que ele chegue naquele ano já com muito a ser mostrado. É por isso que José Eliton “está em todas”. Ele precisa estar, pois este é o caminho.

E quem está vendo esse movimentar de ondas são aqueles que têm algum interesse maior para os próximos anos — além de uma visão mais aprimorada. É possível perceber que muitos políticos têm trocado suas legendas pelo PP do vice-governador. Por quê? A análise é simples: querem estar no partido de quem será o governador, mesmo que seja por nove meses, mas que tem chances reais de ser o candidato.

Muitos prefeitos, por exemplo, já assinaram seus passaportes progressistas. É o caso dos democratas Aurolino José dos Santos “Ninha”, de Campos Belos de Goiás; Marco Aurélio Naves, de Buriti Alegre; e José do Nasci­mento Januário, de Gouvelândia. Essa “debandada” do DEM não é nova; vem das eleições do ano passado, quando uma grande parte — para não dizer todos — dos prefeitos do partido declarou apoio à candidatura de Marconi Perillo, deixando o líder Ronaldo Caiado sozinho na aliança com o PMDB de Iris Rezende.

Contudo, estavam esperando para se entrar de vez na base governista. E escolheram qual partido? O PP. “É o sinal de que muitos outros irão”, avalia um político ligado a Marconi, “veja os casos do prefeito de Rio Verde, Juraci Martins, e do deputado estadual Lissauer Vieira, ambos do PSD. Não foram procurados para se filiar. Foram por conta própria.”

A corrida por 2018 começou e o resultado passa por 2016. E, se continuar fazendo um bom trabalho, José Eliton tem tudo para chegar daqui a três anos como um forte candidato.

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