O goianiense Bruno Peixoto (União Brasil) poderia tranquilamente estar hoje curtindo a espera de um mandato na Câmara dos Deputados, a partir do próximo ano. Sua votação foi a maior para deputado estadual: obteve 73.691, quantidade superior à de quatro federais eleitos: Daniel Agrobom (PL), Jeferson Rodrigues (Republicanos), Ismael Alexandrino (PSD) e Lêda Borges (PSDB).

Se a corrida fosse pela Câmara, Bruno teria tido um numerário maior, com uma chance boa de ultrapassar os 100 mil votos, o que o deixaria à frente de Zacharias Calil que ficou com a segunda vaga de seu partido alcançando 87.919 votos.

Mas por que, então, o deputado não se candidatou para uma vaga no Congresso? Por um pedido de Ronaldo Caiado. “Eu tinha consciência de que estava bem estruturado para disputar uma eleição para federal, mas, em uma conversa com o governador, ele me pediu para eu continuar na Assembleia. Assumi esse compromisso, onde ele entender que eu possa contribuir melhor para o governo, seja na presidência da Casa, na liderança ou numa comissão”, disse, na entrevista exclusiva ao Jornal Opção.

De qualquer forma, ele já deixou claro, também no mesmo depoimento: “Não disputarei mais eleição para deputado estadual. Esta foi a última”, afirmou, ressaltando ser “a primeira vez” que falou isso.

Bruno Peixoto, com certeza, irá forte à disputa da Câmara Federal, caso seja esse realmente seu objetivo. Não só pela quantidade de votos que obteve, mas também pelo espraiamento de sua votação: o parlamentar se reelegeu pela terceira vez com apoiadores digitando seu número em 239 dos 246 municípios goianos.