Bolsonaro deve escolher Deltan Dallagnol para a Procuradoria-Geral da República

Firme combatente à corrupção e penas duras para corruptos, o procurador de Curitiba é o nome favorito de Sergio Moro

Deltan Dallagnol, procurador da República, entrevistado por Jô Soares, da Globo

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, do PSL, e o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, têm um nome para a chefia da Procuradoria Geral da República. Trata-se de Deltan Dallagnol. Eles não veem o procurador de Curitiba como “aliado”, e sim como uma voz independente para investigar, com o máximo de rigor e sem concessões, os esquemas de corrupção que estão solapando o Estado brasileiro. Também seria um aliado crucial no combate ao crime organizado, como o narcotráfico.

Numa nota recente, “Batman e Robin”, a revista “Veja” disse: “O candidato do coração de Moro à sucessão de Raquel Dodge na PGR é mesmo Deltan Dallagnol”. Sergio Moro é um homem público de conduta irretocável, por isso foi escolhido para o Ministério da Justiça. Mas pode-se dizer o mesmo de outros auxiliares de Jair Bolsonaro? Um dos mais qualificados e duros procuradores da República do país, Deltan Dallagnol, se escolhido para comandar a PGR, não vai amolecer para agradar quem quer seja.

Ao visitar a procuradora-geral Raquel Dodge, na terça-feira, 20, Jair Bolsonaro frisou que só vai discutir a lista tríplice do Ministério Público Federal em setembro. “Mas, a princípio, a gente vai seguir todas as normas legais existentes”, sublinhou. “Estou aqui em visita de cortesia pelo profundo respeito que tenho ao MP e à senhora Raquel Dodge. Uma conversa bastante profícua. Estamos prontos para colaborar para com o futuro de nosso Brasil. O MP é muito importante nesse trabalho de fiscal da lei”, declarou Bolsonaro. O presidente eleito esteve na Procuradoria da República com os futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sergio Moro.

Na verdade, a escolha de Bolsonaro deve recair num procurador mais afinado com o combate à corrupção e com as ideias de Sergio Moro. Quer dizer, se estiver na lista tríplice, mesmo que fique em terceiro lugar, o escolhido deve ser Deltan Dallagnol. A Constituição garante que o presidente da República faça a escolha do procurador-geral da República, mas não tem obrigação de indicar nenhum dos postulantes sugeridos pela lista da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Ou seja, mesmo se não estiver na lista, Deltan Dallagnol pode ser escolhido pelo presidente. Em 2017, Raquel Dodge ficou em segundo lugar e foi a escolhida pelo presidente Michel Temer.

“Estou aqui em visita de cortesia pelo profundo respeito que tenho ao MP e à senhora Raquel Dodge. Uma conversa bastante profícua. Estamos prontos para colaborar para com o futuro de nosso Brasil. O MP é muito importante nesse trabalho de fiscal da lei”, declarou Bolsonaro. O presidente eleito esteve na Procuradoria da República com os futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sergio Moro.

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ziro

Ótima escolha, mais uma tacada de mestre contra a corrupção.