Base quer Welington Peixoto líder, mas Dona Íris só aceita Paulinho Graus

Emedebista tem apoio da maioria dos vereadores alinhados com o Paço, mas primeira-dama vetou principais nomes ao posto

Wellington Peixoto é o preferido dos vereadores, mas pode não ser indicado | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), marcou para o dia 30 de janeiro a reunião com sua base de apoio em que irá apresentar o nome do líder do governo e definir as estratégias para a Câmara neste ano.

Apesar de não ter batido o martelo, o decano emedebista já afunilou a escolha a cinco nomes: Welington Peixoto (MDB), Vinícius Cirqueira (PROS) e GCM Romário Policarpo (PTC), os favoritos entre os vereadores; Tiãozinho Porto (PROS), que apesar de querido é visto como manipulável; e Paulinho Graus (PDT), o escolhido da primeira-dama Dona Íris (MDB).

Jornal Opção apurou que o impasse se dá justamente por causa da esposa do prefeito. Se dependesse da base aliada, o indicado seria, sem dúvidas, Welington Peixoto. Experiente, o emedebista é visto como aglutinador, tem bom trânsito com a oposição (o que é importante) e não ficaria por conta de atender somente os desejos do Paço.

Contudo, Dona Íris teria vetado não só o emedebista, mas também Cirqueira e Policarpo. O motivo? Um interlocutor revelou que seria a falta de compromisso dos três com a candidatura da primeira-dama à Câmara Federal.

Paulinho Graus: o teste | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Vale lembrar que os irmãos Peixoto (Welington e Bruno, que é deputado estadual) apoiaram Eurípedes Júnior (PROS) em 2014 — ano em que Dona Íris foi fragorosamente derrotada à reeleição. Há certa mágoa e rancor no veto.

Apesar de ainda não definido, o plano de Iris Rezende é anunciar Paulinho Graus como líder (evitando a insatisfação da esposa), numa espécie de “teste”. Como o pedetista será candidato a deputado estadual em 2018, caso não cumpra bem o posto, será destituído no meio do ano sob a desculpa de que deve se dedicar à campanha eleitoral.

A estratégia não é bem vista pela base, que prevê a continuação da série de derrotas amargadas no ano passado.  O prefeito não tem restrição a nenhum dos nomes citados acima, por isso tenta encontrar um meio termo. Segundo seu próprio calendário, tem até o dia 30.

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