Baldy diz que Podemos pode lançar Vanderlan para governador e que Daniel e Eliton são competitivos

O deputado afirma que Caiado não tem chance de ser eleito se não contar com o apoio do PMDB e postula que gestão ruim de Iris prejudica Daniel Vilela

Alexandre Baldy: “Daniel Vilela e José Eliton são jovens e têm o apoio de grandes estruturas; Ronaldo Caiado, sem o PMDB, não tem força política” | Fotos: Agência Câmara/ Ascom vice-governadoria

O deputado federal Alexan­dre Baldy, do Podemos, diz que a disputa pelo governo de Goiás em 2018 se dará, possivelmente, entre dois candidatos que, além de consistentes, são bancados por estruturas poderosas: o vice-governador José Eliton, do PSDB, e o deputado federal Da­niel Vilela, do PMDB. “Quem subestimar os dois, fazendo uma aposta no senador Ronaldo Caiado, devido às atuais pesquisas de intenção de voto, poderá dar com os ‘burros n’água’.”

Baldy avalia que o governo de Marconi Perillo está se fortalecendo. “Marconi está agindo como se fosse governador de primeiro mandato. É extremamente ativo, de uma dedicação impressionante. Ele visita os municípios, leva investimentos e dialoga com todo mundo. A candidatura de José Eliton está robustecida. Daniel Vilela está ‘crescendo’, mas certamente enfrentará algum desgaste devido à crise do PMDB. Mas é um político determinado e articulado, demonstra ter vontade de disputar e simboliza a renovação. Ronaldo Caiado (DEM) só tem chance se o PMDB bancá-lo, o que não parece que vai acontecer. Restam a ele a senadora Lú­cia Vânia e dois partidos, o PSB e o PPS. Com­petitivos mesmo são José Eliton e Daniel Vilela.”

Ao dizer que vai apoiar a candidatura de Iris Araújo em Aparecida de Goiânia, município que tem o segundo maior colégio eleitoral de Goiás, “Daniel Vilela sinaliza que está mesmo articulando para ser o candidato a governador pelo PMDB. O que Ronaldo Caiado tem a oferecer a Iris Araújo? Nada. Vive-se no presente e não no futuro”.

A disputa para o Senado, ao menos na base aliada, “parece praticamente definida. Ao contrário da senadora Lúcia Vânia, que controla o PSB e o PPS, o senador Wilder Morais colocou, habilmente, o PP a serviço da candidatura de José Eliton. De fato, ele opera uma grande estrutura, dado o fato de ter recursos financeiros, mas falta-lhe força política”.

“O Podemos tem compromisso com o governo de Marconi Perillo até 2018”, enfatiza Baldy. “Mas é uma força política autônoma e não estamos fechados, até o momento, com nenhum dos candidatos a governador. Tanto que, ao convidar o empresário Vanderlan Cardoso para se filiar ao partido, disse-lhe que pode ser candidato a governador, a senador ou a deputado federal. A escolha do projeto seria dele. Ele ficou ‘balançado’.”

A administração de Iris Re­zende na Prefeitura de Goiânia é, segundo Baldy, “preocupante. A impressão que se tem é que Iris Rezende perdeu a lucidez administrativa. Sua gestão atravessa um péssimo momento e não há criatividade alguma. Um prefeito é mais do que um gerente. Asfalto é fácil de fazer, basta ter dinheiro. Mas qual é a medida criativa da gestão do peemedebista? A gestão é tão limitada que pode até prejudicar Daniel Vilela”.

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