Auditoria federal pode pôr fim ao disse-me-disse sobre contas públicas

Guerra de versões entre o novo governo e seus antecessores sobre a condição das contas públicas em Goiás ainda está embargada pelas paixões da disputa eleitoral

Intermediação técnica do governo federal pode ajudar a resolver a queda de braço | Foto: Reprodução

Depois de exatos três meses, o ex-governador Marconi Perillo rompeu o silêncio e se manifestou publicamente, por meio de uma nota, divulgada na semana passada. O tucano, derrotado na disputa ao Senado do ano passado, respondeu às duras críticas que vem recebendo do novo governo citando feitos de sua administração.

Os dados elencados por ele são incontestáveis (como o fato de ter pago 178 folhas de salários e 46 folhas de 13ª salario em 174 meses como governador). Mas, como observou a secretária de Economia, Cristiane Schmidt, durante uma entrevista, a nota de Marconi não explica a situação das contas públicas do Estado em 2018.

Quanto ao ano passado, é preciso recorrer a outra nota, a do ex-governador José Eliton, que também foi divulgada na semana passada. Segundo o também tucano, que governou o Estado de abril a dezembro de 2018, há recursos para a quitação da folha de pagamentos de dezembro dos servidores públicos.

O governador Ronaldo Caiado, no entanto, continua afirmando com muita convicção que encontrou uma situação caótica nas contas públicas. Segundo ele, um verdadeiro “vandalismo fiscal”. E seu argumento também é difícil de contestar: se havia dinheiro em caixa, por que José Eliton não empenhou a folha de dezembro antes de deixar o governo?

O disse-me-disse parece difícil de resolver. Por isso, se apresenta como acertada a decisão de Caiado de solicitar a vinda de uma equipe do Ministério da Economia para averiguar as contas do governo. Em tese, o olhar da administração federal é imune às paixões políticas que ainda estão muito acesas em Goiás.

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Alba Borges de Medeiros

Temos contas para pagar e queremos receber nosso salário de dezembro/2018.