Ana Carla Abrão durante entrevista na Sefaz | Foto: divulgação Sefaz
Ana Carla Abrão durante entrevista na Sefaz | Foto: divulgação Sefaz

O presidente Michel Temer, antes de viajar para a China, disse a três políticos que está de olho numa gestora “competente” e “corajosa” de Goiás. Trata-se de Ana Carla Abrão Costa, filha da senadora Lúcia Vânia, do PSB, e do ex-governador de Goiás Irapuan Costa Junior. Ela é doutora em economia pela Universidade de São Paulo (USP).

Há dúvidas sobre quem nomear para o Ministério do Planejamento. Michel Temer quer um técnico altamente afinado — e até subordinado ao — com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A economista Ana Carla Abrão é vista como competente, firme e agregadora. Como Meirelles tem experiência bancária, pois foi executiva do Banco Itaú.

Michel Temer, nas conversas palacianas, fala em nomear uma mulher para o Planejamento (o problema é que a turma do senador Romero Jucá trabalha para nomear o próximo ministro e a expert goiana não está em seus planos). Mas não exclusivamente por ser mulher — é preciso ser competente. E, neste caso, Ana Carla Abrão é altamente competente e tem experiência pública, pois é a principal responsável pelo ajuste fiscal do governo de Goiás.

O governador Marconi Perillo já disse ao Jornal Opção que, se Ana Carla estiver pleiteando um ministério — e não uma diretoria do Banco Central ou do BNDES (no caso, não precisa de apoio para conquistar uma vaga) —, poderá ajudá-la, com sua força política, cada vez maior no plano nacional.

O problema é que Marconi Perillo não quer abrir mão de sua secretária da Fazenda, que é eficiente e determinada. Mas ela deixa o governo em dezembro, acreditando que cumpriu sua missão. Seus filhos, um deles de 9 anos, que moram em São Paulo, pressionam para que volte para o Estado governado por Geraldo Alckmin, do PSDB. Um deles chegou a fazer um “jornal” sugerindo que sua mãe estava retornando para Sampa.

Crescem no governo as apostas de que a secretária Ana Carla vai mesmo para o governo federal. Mas ainda não se fala em nomes para substitui-la em Goiás. Aliás, até fala-se — o que não há é definição.