Advogado dos Bolsonaro foi preso em 1992, mas não se provou envolvimento em sumiço de criança

Frederick Wassef era ligado a Valentina de Andrade, mentora do grupo Lineamento Universal Superior (Lus)

Frederick Wassef: advogado da família Bolsonaro e ex-protetor de Fabrício Queiroz | Foto: Reprodução

O advogado do presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, pai e filho, foi preso em 25 de julho de 1992. Frederick Wassef foi apontado como suspeito pelo desaparecimento do menino Leandro Bossi, de 8 anos, em Guaratuba, no Paraná. O site Poder 360, dirigido pelo jornalista Fernando Rodrigues, relata que, “à época, Wassef estava hospedado no hotel Vila Real — local de trabalho” da criança. Wassef “acompanhava um grupo denominado Lus (Lineamento Universal Superior”, ligado à ufologia e ao espiritismo”.

Três pessoas foram presas e revelaram que, além de Leandro Bossi, “também” sequestraram o menino Evandro Ramos. Eles disseram que entregaram “o menino a uma mulher estrangeira. A mulher, a princípio, foi identificada como Valentina de Andrade. Ela era tida como mentora do Luz e era próxima de Wassef”. O Poder 360 frisa que os presos podem ter sido torturados. Mas “os investigadores não encontraram ligação entre o grupo Lus e o desaparecimento de Leandro Bossi nem de Evandro Ramos”.

O jornalista e professor universitário Ivan Mizanzuk está escrevendo um livro sobre a história.

Poder 360 conta que Valentina de Andrade “também foi investigada no caso ‘Meninos de Altamira’, uma série de assassinatos e mutilações de jovens de 4 a 15 anos. Os crimes ocorreram de 1989 a 1993 nos Estados do Pará e do Maranhão”. Mas, frisa o site, Valentina Andrade “foi absolvida”. Os crimes foram cometidos pelo mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, que confessou ter matado 42 meninos. Ele foi condenado a 300 anos de reclusão.

A polícia não conseguiu solucionar os desaparecimentos nem de Leandro Bossi nem de Evandro Ramos.

Fabrício Queiroz

Fabrício Queiroz, o homem-bomba, foi encontrado numa casa de Frederick Wassef, em Atibaia. O homem da “rachadinha”, que pode implodir a carreira política pelo menos de Flávio Bolsonaro, estava escondido, sob sua proteção.

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