Por Redação
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A Seinfra colide com a Goinfra, a Saneago e a Agehab. Parece ter muito poder, mas não tem nenhum. Por isso, tende a ser extinta. A questão das terras raras exige uma secretaria
O vereador de Goiás é cotado tanto para ir para a Câmara dos Deputados quanto para ocupar uma secretaria no governo de Daniel Vilela
Jairo Menezes
Assessoria de imprensa, planejamento e prevenção de crises funcionam melhor quando a empresa mantém equipe própria, que conhece sua linguagem e participa das decisões
A comunicação de empresas virou sinônimo de funil de vendas. Cliques, cadastros, custo por aquisição, conversão em vendas. São números úteis, mas medem o curto prazo. O que faz o cliente voltar, a imprensa ouvir e a empresa atravessar uma crise é outra coisa: reputação.
David Aaker, referência mundial em estratégia de marcas, definiu o valor da marca como um conjunto de ativos e passivos ligados a um nome. Marca descuidada não fica neutra. Ela cobra. Les Binet e Peter Field chegaram a conclusão parecida ao analisar quase mil campanhas do instituto britânico IPA: o melhor resultado aparece quando cerca de 60% do investimento vai para a construção de marca e 40% para a venda imediata.
O imediatismo também tem custo mensurável. Em estudo publicado no Journal of Marketing Research, Carl Mela, Sunil Gupta e Donald Lehmann analisaram mais de oito anos de compras de consumidores. Com menos publicidade de marca e mais promoções, o público ficou mais sensível a preço e a ofertas. A empresa que só oferece desconto ensina o cliente a esperar desconto.
Construir marca não depende só de anúncio. A assessoria de imprensa leva a empresa ao noticiário pelo valor da informação, não pelo espaço comprado. E esse espaço pesa mais. Em pesquisa global da Nielsen, 67% dos entrevistados disseram confiar em conteúdo editorial, como reportagens de jornal. Uma boa pauta em veículo de massa alcança o público de forma orgânica e chega com o aval de um terceiro.
Isso não acontece por acaso. Exige calendário de pautas, porta-vozes preparados e relacionamento permanente com as redações.
Crises também se previnem. O Institute for Crisis Management acompanha o noticiário sobre crises empresariais desde 1990. Em 2017, 71% dos casos foram classificados como latentes: problemas que deram sinais antes de explodir. Warren Buffett resume o risco: são precisos 20 anos para construir uma reputação e cinco minutos para destruí-la. Em 1991, ao assumir o banco Salomon Brothers em meio a um escândalo, ele disse ao Congresso americano que entenderia quem perdesse dinheiro da empresa, mas seria implacável com quem perdesse um fio de reputação.
Ver esses sinais exige estar dentro da empresa. É aqui que entra uma decisão comum: terceirizar a comunicação, por inteiro ou em parte. Agências trazem escala, ferramentas e olhar externo. São boas parceiras em campanhas, produção e momentos de pico. Mas quem está fora conhece a empresa pelo briefing. Quem está dentro conhece pelo corredor, pela reunião, pela reclamação que ainda não virou manchete.
O estudo sobre excelência em relações públicas coordenado pelo americano James Grunig aponta entre seus princípios uma comunicação com equipe qualificada e acesso direto à alta direção. No Brasil, Margarida Kunsch, professora titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, defende essa linha desde 1986, quando lançou Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. Para ela, a comunicação deve fazer parte da estrutura da organização, e o planejamento precisa partir da alta gestão. Faz sentido. Quem comunica precisa ouvir o que a empresa faz, diz e escuta. Só assim traduz a operação em mensagem e desenha estratégias de curto, médio e longo prazo coerentes com a realidade.
Buffett propõe aos seus gestores um teste simples. Cada decisão deve ser medida pelo que se aceitaria ler na primeira página de um jornal, escrita por um repórter crítico e bem informado. Esse filtro só funciona se alguém da comunicação estiver na sala quando a decisão é tomada, e não apenas quando ela precisa ser explicada.
Manter um departamento de comunicação não é custo administrativo. É investimento em gente preparada, que domina a linguagem da casa, planeja, antecipa riscos e fala com a imprensa com autoridade. Equipe interna e agência não competem. Cada uma tem seu papel. A agência pode executar parte do trabalho. A responsabilidade pelo nome precisa ficar dentro da empresa.
Lembrete: Nada disso dispensa vendas. Dispensa a ilusão de que vender basta.

Jairo Menezes é jornalista, gestor de comunicação estratégica e de crises, com 19 anos de atuação na comunicação em Goiás. Foi editor-chefe de programas de TV, jornal impresso e portais de notícias
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São tantas as lembranças que nos ficam
do passado saudoso, dos tempos atrás,
a gente vai passando pela vida
deixando marcas,
fazendo história,
o que for capaz!
Dos lugares, das pessoas e das vivências
que compõem o trajeto desta vida
vão ficando, também, em nosso ego
memórias de lutas,
lembranças de glórias...
E ilusão perdida.
Dos espaços ocupados vida a fora
muitos traços permanecem, firmemente,
incorporados em recordações seletas.
Mas o tempo que passa
nos apaga, impassível,
a presença, friamente.
E aos poucos nos tornamos corpo estranho
onde um dia atuamos plenamente,
e, nem sempre, reconhecem os novatos
que só Deus tira do nada
e que tudo tem raiz.
Que a história é corrente.
E assim, ao chegar ao fim da linha,
ao final do caminho percorrido,
as sementes, hoje árvores, que plantamos
são marcas anônimas,
existências sem voz,
alicerce escondido.
Maria do Rosário Cassimiro
Educadora, escritora e professora brasileira, ex-reitora da Universidade Federal de Goiás. Foi a primeira mulher a exercer o cargo de reitora em uma universidade federal brasileira. Bacharel em Pedagogia PUC-GO e licenciada em pedagogia pela mesma universidade, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Foi condecorada com o título de professora emérita da UFG. Membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, Academia Goiana de Letras e dentre outras entidades culturais.
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