Por Raunner Vinícius Soares
A companhia aérea Azul revelou que passará por uma ampla reestruturação de sua malha aérea, que inclui o encerramento de operações em 13 cidades brasileiras e o corte de 53 rotas consideradas de baixa rentabilidade. A medida faz parte do processo de recuperação judicial iniciado nos Estados Unidos em maio deste ano, sob o Chapter 11, que é um mecanismo que permite a reorganização de dívidas sem interrupção das atividades.
Segundo a empresa, as rotas afetadas apresentam margem de lucro 17% abaixo da média da companhia. Embora não tenha divulgado quais cidades serão desatendidas, a Azul informou que pretende concentrar suas operações em seus principais hubs: Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife. A estratégia visa reduzir a dependência de conexões e otimizar a ocupação dos voos.
A reestruturação também prevê uma redução de mais de 35% na frota futura, o que deve simplificar a malha aérea e permitir foco comercial em mercados mais lucrativos. As decolagens diárias passarão de 931 para 836, uma queda de 10%.
Para aumentar a receita, a Azul planeja elevar as tarifas médias e investir em “receitas auxiliares” por passageiro, como cobrança por bagagens e marcação de assentos. A ocupação média dos voos, atualmente entre 80% e 82%, deve subir para 83%. Outra mudança será no serviço de bordo, com a substituição das refeições tradicionais por boxes de café da manhã e lanches.
A expectativa da companhia é concluir o processo de recuperação judicial entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. A Azul estima eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas e receber até US$ 950 milhões em novos aportes de capital.
Outras empresas brasileiras, como Latam e Gol, também recorreram ao Chapter 11 em anos anteriores para reestruturar suas finanças.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, neste sábado, 9, uma ligação do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em que os dois líderes discutiram o cenário internacional, com destaque para as negociações em curso entre Moscou e Washington sobre a guerra na Ucrânia.
A conversa durou cerca de 40 minutos e, segundo nota oficial do Palácio do Planalto, Putin agradeceu o empenho do Brasil na busca por soluções pacíficas e Lula reafirmou o compromisso brasileiro com o diálogo, inclusive por meio do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa conjunta com a China.
Putin informou que se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no próximo dia 15, no Alasca, para tratar de uma proposta de cessar-fogo. A proposta russa envolve a cessão do leste da Ucrânia em troca do fim do conflito, o que tem gerado preocupações entre aliados europeus e o governo ucraniano, que não participará do encontro.
Lula e Putin também abordaram a cooperação bilateral no âmbito do BRICS, com o líder russo parabenizando o Brasil pelos resultados da cúpula realizada em julho no Rio de Janeiro. Ambos reforçaram a intenção de realizar ainda este ano a próxima edição da Comissão de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia.
Além de Lula, Putin tem mantido contato com outros líderes globais, como Xi Jinping (China), Narendra Modi (Índia) e representantes da África do Sul, Uzbequistão, Cazaquistão e Bielorrússia, para compartilhar os desdobramentos das negociações com os Estados Unidos.
A última reunião presencial entre Lula e Putin ocorreu em maio deste ano, em Moscou, durante as celebrações do Dia da Vitória sobre o nazismo.
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O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais utilizado no Brasil, acaba de lançar uma nova funcionalidade voltada à proteção de dados e à segurança das interações digitais: a “Privacidade avançada do chat”. O recurso, já disponível para usuários que atualizaram o aplicativo, permite restringir ações como exportação de conversas, download automático de arquivos e uso de mensagens por ferramentas de inteligência artificial.
A proposta da plataforma é oferecer maior controle sobre o conteúdo compartilhado, especialmente em contextos delicados. “Dessa forma, todos no chat podem ficar tranquilos de que o que é dito não sairá da conversa”, informou o WhatsApp em comunicado oficial. A funcionalidade pode ser ativada tanto em conversas individuais quanto em grupos, e foi pensada para situações como grupos de apoio, discussões comunitárias ou trocas de informações sensíveis entre pessoas que não se conhecem bem.
Para ativar o recurso, basta acessar a conversa desejada, tocar no nome do contato ou grupo na parte superior da tela e selecionar a opção “Privacidade avançada do chat”. Segundo a empresa, esta é a primeira versão da ferramenta, e novas atualizações estão em desenvolvimento para ampliar as configurações de proteção.
Além da nova funcionalidade, o WhatsApp já oferece uma série de recursos voltados à segurança digital. Entre eles estão a criptografia de ponta a ponta, que protege todas as mensagens e chamadas por padrão, o bloqueio de conversas com senha, biometria ou reconhecimento facial, a verificação em duas etapas, mensagens temporárias e a possibilidade de ocultar informações pessoais como foto de perfil e status. Também é possível bloquear ou denunciar contatos em caso de mensagens indesejadas ou suspeitas.
Com essas medidas, o WhatsApp reforça seu compromisso com a privacidade dos usuários em um ambiente cada vez mais digitalizado, oferecendo ferramentas acessíveis para garantir segurança e controle sobre as interações online.
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Um interlocutor disse ao Jornal Opção, de forma mais incisiva, que os valores pagos pelos servidores estavam muito abaixo dos praticados pelo mercado
Quase duas décadas após o sucesso dos dois primeiros filmes, os personagens Cláudio e Helena estão de volta às telonas. A terceira parte da comédia nacional “Se Eu Fosse Você” inicia suas gravações neste domingo, 3, na capital fluminense, reunindo novamente os consagrados atores Tony Ramos e Glória Pires no papel do casal protagonista.
A nova produção marca o retorno da franquia que conquistou o público brasileiro em 2006 e 2009 com a divertida troca de corpos entre marido e mulher. Agora, em “Se Eu Fosse Você 3”, a história avança no tempo e apresenta uma nova fase da vida de Cláudio e Helena, que acompanham a trajetória da filha Bia (interpretada por Cleo Pires), já adulta e casada com Aquiles (Rafael Infante).
O elenco também ganha reforços com nomes como Valentina Daniel, Paulo Rocha, Yohama Eshima, Dan Ferreira e Rosi Campos, representando uma nova geração de personagens que prometem renovar o humor e os conflitos familiares da trama.
Sob direção de Anita Barbosa e com supervisão artística de Daniel Filho, responsável pela direção dos dois primeiros filmes, o longa aposta novamente na fórmula do “se colocar no lugar do outro”, quando um novo fenômeno atinge a família e reacende os desafios da convivência. A data de estreia ainda não foi divulgada.
Com expectativa alta entre os fãs da franquia, “Se Eu Fosse Você 3” promete manter o tom leve e bem-humorado que consagrou os filmes anteriores, agora com novos dilemas e reviravoltas que atravessam gerações.
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O pós-doutor em educação e cultura, e professor da faculdade de educação da UFG, Wilson Paiva, lança, no dia 22 de agosto seu novo livro que reúne seis ensaios que exploram os traços culturais, políticos e educacionais que moldam a brasilidade. O autor propõe uma reflexão sobre como o Brasil e o povo brasileiro foram constituídos de maneira aleatória e contrária às expectativas da Coroa, do Império, da República e de seus intelectuais. A obra busca compreender esse “modo inusitado” de formação nacional, revelando como muitos estadistas e pensadores não conseguiram captar a essência do país.
Escritos ao longo de 15 anos, os ensaios foram inicialmente apresentados em ambientes acadêmicos, como o encontro da Lusophone Studies Association no Canadá. No entanto, ao serem reunidos para publicação, ganharam uma linguagem mais acessível, por vezes poética e irreverente, como destacou a professora Susannah Ferreira, da University of Guelph. Essa escolha estilística torna o livro atraente para qualquer leitor interessado nos dilemas brasileiros, sem perder o rigor intelectual.
Segundo o autor, compreender o Brasil exige romper com os enquadros temáticos “perfeitos” e adotar uma abordagem fenomenológica, inspirada na suspensão eidética de Husserl. O professor aponta que apenas uma leitura integrada entre história, sociologia, antropologia, filosofia e pedagogia pode dar conta das idiossincrasias brasileiras. Ele apresenta o conceito de “ramalhada” como o mais próximo da realidade nacional, em diálogo com pensadores como Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro.

Ao longo dos ensaios, o leitor encontrará uma releitura crítica e estética da formação do Brasil, marcada por trechos poéticos, historiográficos e até debochados. A obra não se propõe como uma tese acadêmica, mas como uma tese ensaística que busca entender a brasilidade em sua complexidade. Como resume o autor: “O Brasil e o povo brasileiro desenvolveram uma cultura inusitada, diferente, ‘ramalhada’ e totalmente nova, pela qual se vislumbram riquezas, mas também problemas os quais advêm de uma política e de uma intelectualidade desprezíveis.”
Em entrevista ao Jornal Opção, em formato ping-pong, o docente respondeu perguntas sobre os ensaios:
Raunner — A sua nova obra são ensaios sobre cultura, política e educação: na sua visão qual seria o “espírito” da obra?
O “espírito” presente nos seis ensaios é o caráter da brasilidade e como ela foi constituída. O que chamo de “modo inusitado” é a constituição da terra brasilis e do homo brasilianus de forma totalmente aleatória e às avessas do que se esperava ou do que projetara a Coroa, depois o Império, a República e seus intelectuais. Por isso o título da palestra que será proferida no lançamento leva esse título: “O caráter inusitado da brasilidade”. Ao analisar os traços culturais que nos constituem, assim como nossos estadistas e nossos intelectuais, tento discutir o fato de que muitos deles não entenderam essa brasilidade e muito menos seu caráter inusitado.

Raunner — Você diria que escreveu para um tipo específico de leitor?
Os seis ensaios foram escritos ao longo de 15 anos, alguns foram publicados, como o primeiro, que versa sobre a Saudade, foi apresentado em língua inglesa no encontro sobre Lusofonia, organizado pela Lusophone Studies Association, no Canadá, em 2017. O público era, certamente composto de pesquisadores, professores e estudantes. Outros, também publicados em revistas acadêmicas, em formato menor, tiveram também esse público. Porém, ao reescrevê-los, optei por uma linguagem menos formal, menos acadêmica, às vezes poética e às vezes, como disse a Profa. Susannah Ferreira, da University of Guelf (Canadá), “irreverentes”. Nisso o livro se torna acessível a qualquer leitor, principalmente a quem estiver interessado nos problemas brasileiros.
Raunner — Você diria que compreender o Brasil é fugir constantemente de enquadros temáticos “perfeitos”?
Sim, com certeza. Para compreender o Brasil é preciso fazer a verdadeira suspensão eidética, mais ou menos no sentido que Husserl desenvolveu, e adotar uma mirada fenomenológica em busca não da essência, mas da condição da brasilidade. Os quadros “perfeitos”, criados pela Coroa, pelo Império, pelos positivistas e outros intelectuais e estadistas nunca funcionaram na realidade e nem nas formas de leitura dessa realidade. Portanto, quadros conceituais “perfeitos” não dão conta de nossas idiossincrasias, as quais só se explicam com o conjunto desses integrado desses campos do conhecimento. No livro, eu levanto a tese de que o quadro temático que mais se aproxima é o do ramalhagem, cujo conceito está no Segundo Ensaio.

Raunner — O que leitor encontrará em sua obra?
O leitor, qualquer que seja, vai encontrar muita informação histórica, sociológica, antropológica, filosófica e até pedagógica – pois intento fazer um diálogo com a educação ao longo dos ensaios. Além disso, vai encontrar uma releitura do Brasil, de sua constituição, de sua cultura, pela perspectiva que chamo de “ramalhada”, a qual aproxima da visão culturalista de Gilberto Freyre e de Darcy Ribeiro. Por fim, vai encontrar um conjunto de seis textos que se conectam e se desenvolvem por meio de trechos bem poéticos, outros historiográficos, muitos trechos críticos (às vezes até debochados) para que, na liberdade da escrita ensaística, eu conseguisse unir o rigor acadêmico e a leveza literária.
Raunner — Se pudesse resumir a ideia geral em uma frase, qual seria?
O Brasil e o povo brasileiro desenvolveram uma cultura inusitada, diferente, “ramalhada” e totalmente nova, pela qual se vislumbram riquezas, mas também problemas os quais advêm de uma política e de uma intelectualidade desprezíveis.
Raunner — Qual é a proposta central dos ensaios que você escreveu sobre a identidade brasileira?”
Dentre os colegas que fizeram a leitura dos manuscritos, e teceram seus comentários, fiz questão de publicar na contracapa a observação da Profa. Susannah Ferreira, que é uma canadense de origem portuguesa, porque ela conseguiu captar minha tentativa de fazer um “deep dive” na história, na cultura e na identidade do Brasil. E o argumento que tento elaborar, como bem comentando por ela, é exatamente o de que “é preciso entender a história e a identidade brasileiras para forjar o futuro do Brasil”.
Mas entender pela via da suspensão eidética, que comentei antes, sem a qual o fenômeno da brasilidade, sobretudo no seu caráter inusitado, se nos escapa e acabamos presas de ideologias interpretativas que captam apenas parte desse fenômeno, quando o fazem. Não é uma tese acadêmica, mas uma tese estética, especificamente ensaística, que levanto e busco argumentar através desses seis ensaios. Espero que a leitura seja agradável e proveitosa.
Descrição pessoal
Pós-doutor em educação e cultura, pela University of Calgary (Canadá); Pós-doutor em filsofia estética e educação pela Sorbonne Université (França). Doutor em Filosofia da Educação, pela USP; e Mestre em Filosofia Ética e Política, pela UFG. Professor da Faculdade de Educação da UFG; Professor do PPGE. É especialista em Rousseau, com foco na obra Emílio ou da Educação;. É membro da Rousseau Association, nos EUA, da LSA - Lusophone Studies Association, do Canadá, e outras associações e grupos de pesquisa no Brasil e no exterior. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Teorias educacionais, cultura e educação, educação brasileira, jesuítas, colonização, filosofia política, democracia, Rousseau, filosofia da educação, estética, epistemologia, colonização, políticas públicas, política e escola, projeto pedagógico e gestão educacional. Foi professor visitante na Universidad Autónoma de Madrid (Espanha), na University of Calgary (Canada) e na Sorbonne Université (França).
O influenciador digital Hytalo Santos, natural de Cajazeiras, Paraíba, está sendo investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB), desde dezembro de 2024, por suspeita de exploração infantil. O caso ganhou grande repercussão nesta semana após denúncias públicas feitas pelo também influenciador Felca, conhecido por seu conteúdo crítico e educativo.
O caso reacende discussões sobre os limites da exposição infantil nas redes sociais, a responsabilidade dos influenciadores digitais e a necessidade de regulamentação mais rígida para proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual.
A investigação, conduzida pela promotora Ana Maria França, especializada na defesa dos direitos da criança e do adolescente, teve início após uma denúncia feita ao Disque 100, relatando a possível exploração de crianças e adolescentes em vídeos com danças de conotação sexual.
Nos conteúdos publicados por Hytalo, adolescentes eram frequentemente expostos a ambientes com bebidas alcoólicas, situações íntimas e comportamentos considerados inadequados para menores. O influenciador se referia aos jovens como suas “crias” e alegava estar ajudando adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Em um dos casos mais emblemáticos envolve a influenciadora mirim Kamyla Maria Silva, conhecida como Kamylinha, que anunciou em maio de 2025 estar grávida de Hyago Santos, irmão de Hytalo. Posteriormente, Hytalo comunicou que Kamylinha sofreu um aborto espontâneo. Outras duas adolescentes sob sua tutela também estariam grávidas, o que intensificou as críticas públicas.
Após as denúncias, o perfil de Hytalo no Instagram foi removido ou desativado, com a mensagem “Infelizmente, esta página não está disponível” sendo exibida aos seguidores.
O vídeo de Felca denunciando o caso ultrapassou 3 milhões de visualizações, com acusações de que o conteúdo de Hytalo atraía um público adulto com intenções maliciosas. A promotoria está apurando a idade dos jovens envolvidos, o vínculo legal com Hytalo, a natureza dos conteúdos publicados e a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais.
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Durante a atividade, que ocorre semanalmente no laboratório da escola, os estudantes estavam realizando uma diluição como parte do processo de fabricação de sabão
Em uma movimentação para esvaziar o PL, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está articulando sua saída do Partido Liberal (PL) e pretende estimular outros parlamentares bolsonaristas a abandonarem a sigla até 2026.
A movimentação, segundo apuração da jornalista Bela Megale, de O Globo, tem como principal motivação o crescente desgaste entre Eduardo e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto. A possível debandada bolsonarista representa um novo capítulo na disputa interna do PL e pode redesenhar o mapa político da direita brasileira nos próximos anos.
A tensão se intensificou após a paralisação do Congresso Nacional, promovida pela bancada bolsonarista. Eduardo teria recebido informações de que Valdemar se opôs à estratégia de ocupação das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, o que impediu o funcionamento das duas Casas legislativas. A posição do dirigente foi vista como um sinal de distanciamento do núcleo bolsonarista.
Nos bastidores, Eduardo acusa Valdemar de atuar em “dois campos”: enquanto demonstra apoio público à família Bolsonaro, agiria nos bastidores para enfraquecer o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o deputado, o objetivo seria manter Bolsonaro dependente do PL, inclusive em um cenário de eventual prisão.
Além de Valdemar, Eduardo também aponta o marqueteiro Duda Lima como responsável pela disseminação de conteúdos negativos contra ele nas redes sociais. Duda é aliado histórico do presidente do PL e tem influência nas estratégias de comunicação da legenda.
Por outro lado, aliados de Valdemar negam qualquer sabotagem e afirmam que, embora a paralisação do Congresso não seja uma prática comum do dirigente, ele respeitou a decisão da bancada bolsonarista e chegou a elogiar publicamente a atuação dos parlamentares.
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Segundo o texto, os aliados de Moraes “estão avisados” para não apoiar ou facilitar suas ações
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta quinta-feira, 7, que pretende ocupar toda a Faixa de Gaza ao fim da guerra, mas negou qualquer intenção de anexar o território ao Estado israelense. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Tel Aviv, onde o líder israelense detalhou os próximos passos do governo em relação ao enclave palestino.
A Faixa de Gaza é um território palestino definido no mapa da ONU durante a criação do Estado de Israel, em 1948. Desde então, sua administração tem sido motivo de intensos conflitos e disputas geopolíticas.
Segundo Netanyahu, o plano inclui a criação de um órgão temporário para administrar Gaza após o conflito, com o controle sendo exercido pelas Forças Armadas israelenses até que haja condições para a formação de um governo local. Ele também anunciou a intenção de estabelecer um "perímetro de segurança" ao redor da região. “Não queremos ficar com Gaza, queremos um perímetro de segurança”, afirmou o premiê.
Em entrevista anterior à emissora norte-americana Fox News, Netanyahu reforçou que o objetivo é controlar o território, mas sem incorporá-lo oficialmente a Israel. “Pretendemos tomar o controle, mas não ficar com o território. Queremos criar um perímetro de segurança, mas não queremos governá-la”, disse.
A declaração provocou reação imediata do grupo palestino Hamas, que classificou o anúncio como um “golpe” às negociações de cessar-fogo. Segundo o grupo, Netanyahu estaria “sacrificando” os reféns em Gaza por interesses políticos próprios.
A emissora israelense i12 já havia antecipado, no início da semana, que Netanyahu planejava expandir a ofensiva militar até ocupar toda a Faixa de Gaza. A expectativa é que o premiê formalize o plano em reunião com seu gabinete ainda nesta quinta-feira.
No entanto, o plano enfrenta resistência dentro das próprias Forças Armadas. O chefe de gabinete militar já se manifestou contra a proposta e indicou que não pretende executá-la. Netanyahu, por sua vez, ameaçou demitir o comandante caso haja recusa.
Detalhes do plano
Os principais pontos do plano incluem a ocupação total da Faixa de Gaza por tropas israelenses; a administração temporária sob comando militar; a criação de um perímetro de segurança ao redor do território; e operações em áreas onde há suspeita de cativeiros de reféns.
A ideia de controlar Gaza não é nova. Em maio, Netanyahu já havia mencionado que a ocupação fazia parte de um “plano de vitória” na guerra. Durante visita à Casa Branca, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir que os EUA poderiam assumir o controle da região, realocar os moradores para países vizinhos e transformar Gaza em um destino turístico com resorts de luxo.
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A prisão ocorreu na Bolívia, também em maio deste ano, após ele tentar renovar sua identidade boliviana utilizando um documento falso brasileiro
O criador da iniciativa afirma que a vida urbana adoece, e a solidão nas cidades é um dos maiores sofrimentos contemporâneos

